Curta “Saudade” relembra o cinema de Paulo Cezar Saraceni

Foi lançado o curta-metragem “Saudade”, um filme de Renata Saraceni sobre cineasta Paulo Cezar Saraceni em 34 minutos recuperando um pedaço importante da história do cinema brasileiro, através de cartas trocadas em família.

 

O filme da Renata é uma contribuição à linguagem do cinema. Um filme epistolar, um retrato de família que narra o seu tempo, o espirito de época, aquela época em que se forjava a formidável expansão do povo nos anos de 60 antes que a tragédia pior que a de agora se abateu em 64 sobre o país.

 

Um pais que se acreditava ainda que capitalista em promover seu povo como recentemente repetiu nos governos legítimos. “Arraial”,o FêNêMê invadindo a colônia pesqueira. Cartas: as da mãe maternais, as do pai paternais, as dos irmãos fraternais.

 

 Como escreve o crítico Luiz Rosemberg Filho:

“Prazerosamente no sentido contrário dessas retinas apodrecidas, um curta-metragem como leitura histórica dos afetos vivos ou vividos na doce família Saraceni. Cartas pensadas e escritas por vidas comuns: o pai, a mãe, os irmãos, os amigos… e do outro lado no velho Continente o filho, o irmão Paulo Cesar descobrindo o mundo das imagens do cinema. Ainda ontem em “Arraial do Cabo”. Tempos depois na terra de Rosselini. O
cinema sendo vivido como escolha de vida e ofício poético. “Saudade” são cartas de amor lidas por amigos queridos e próximos ainda hoje.

Mas não interessa a Renata Saraceni uma ilustração do passado, mas a sua superação. O cinema como sendo a sua catarse poética de superação definitiva da perda. O longo plano de Sergio Santeiro no Parque Laje, é quase uma apropriação simbólica de um rico pensamento de Tadashi Edo que diz: “Um corpo tem muitos corpos dentro de si.” Ou seja, é só que temos que enfrentar: a vida, as dores, as perdas e a própria morte. Morte que encerra o tempo e a história dos que partem.”

 

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(Fotos Divulgação)