RAIZ 11

JORGE AMADO, 100 ANOS

 

Amigos da RAIZ.

A edição 11 da RAIZ. apresenta muitas ideias e caminhos para se pensar a nossa cultura e a nossa identidade. São tantas as perspectivas abordadas, que vamos descrevê-las acompanhando o sumário da revista, para que juntos possamos entender seus múltiplos desenvolvimentos.

Começamos com nossa religiosidade, misturada nas procissões católicas dos europeus, nas festas de matriz africanas e na fé em santos não-canônicos, traduzidas em belos retratos cearenses e pernambucanos. Partindo daí vamos para o Fórum Internacional de Gestão Cultural na USP em São Paulo, para discutir a cultura como um bem social, fora dos meandros mercantilizadores e achatadores de diferenças e possibilidades.

Continuando em São Paulo vamos o Instituto Tomie Otake acompanhar uma exposição ímpar que se inicia, trazendo para o mesmo local 10 artistas da maior significância para nossa arte popular oriundos de 8 estados brasileiros. Eles vem para expor e dialogar diretamente com o público, sem intermediários ou tradutores. E nós agraciados com o texto sempre elegante e profundo de Maria Lucia Montes.

Dos nosso artistas populares, vamos homenagear os 100 anos de Jorge Amado, com mais um texto marcante, este de Gustavo Rossi, que nos apresenta o grande legado desse autor popular e erudito na definição do povo brasileiro. Nossa negritude aceita pelo endosso do autor.

Das letras vamos para os bits com a ocupação digital do espectro eletromagnético acima de nossas cabeças e que, as tecnologias digitais nos permitem utilizar, assim como já fazemos no mundo da Internet. Seguimos com a potencialização das redes para o Fora do Eixo, que tem feito escol e realizado um dos trabalhos mais sérios na geração de um economia colaborativa.

Daí mergulhamos em nossa identidade com a apresentação de uma das coleções mais belas da nossa arte popular, a coleção Gambarotto. Indo direto para Iguape, em São Paulo, onde o carnaval é mais do que uma festa popular.

Em uma edição, focada na formulação de políticas para a cultura, abordamos dois casos de sucesso de metodologias inclusivas; através dos trabalhos do Instituto Olga Kos e da Associação Cultural Cachuera! O primeiro, incluindo portadores de deficiência intelectual através da arte e do esporte; o segundo, trazendo os folguedos para o entendimento e consumo ampliado dos centros urbanos. Continuando vamos para o novo MinC, já mais rodado agora, que apresenta seus diferenciais no debate sobre a Economia Criativa e na análise das gestões de Gilberto Gil a Ana de
Hollanda, a dobrada da MPB, que mudou e pretende mudar a Cultura do país.

Para se divertir, rótulos de cachaças históricos e iconográficos para o deleite do olhar. Continuando nosso entretenimento nada como escutar a música analógica do Acervo Origens, com os melhores LPs da música brasileira. Pegando a estrada vamos conhecer a rede de Turismo comunitário, que com muito conforto oferece uma experiência diferenciada aos viajantes.
E para terminar, nada como um bom cafezinho. Ainda mais se misturado em uma receita tradicional com o caldo de cana.

Nunca experimentou? Não sabe o que está perdendo.
Boa leitura!
Edgard Junior