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Clássicos restaurados, documentários musicais e cinema contemporâneo marcam os cinco anos da Itaú Cultural Play

A celebração dos cinco anos da plataforma de streaming Itaú Cultural Play ganha novos capítulos a partir de 26 de junho com a chegada de nove produções que atravessam diferentes momentos da história do cinema brasileiro.

A seleção reúne clássicos restaurados, documentários dedicados a grandes nomes da música nacional e obras contemporâneas premiadas, compondo um mosaico da diversidade estética, temática e regional que caracteriza a produção audiovisual do país.

Lançada em 2021, a plataforma se consolidou como um importante espaço de preservação, difusão e acesso gratuito ao cinema brasileiro. Em seu catálogo convivem obras fundamentais da cinematografia nacional, produções independentes, curtas, longas, documentários e animações que ajudam a contar múltiplas histórias do Brasil.

Entre os destaques desta nova leva está “Guerra Conjugal” (1974), de Joaquim Pedro de Andrade, um dos nomes centrais do Cinema Novo. Adaptado de contos de Dalton Trevisan, o filme entrelaça três histórias marcadas por relações afetivas tensas, humor ácido e crítica social, em uma obra considerada um dos grandes clássicos do cinema brasileiro.

Outro marco da produção nacional que passa a integrar o catálogo é “São Bernardo” (1972), dirigido por Leon Hirszman a partir do romance homônimo de Graciliano Ramos. O longa acompanha a trajetória de Paulo Honório, personagem que simboliza as contradições do poder, da ambição e das relações humanas no Brasil rural.

São Bernardo - foto divulgação - IC Play
São Bernardo – foto divulgação – IC Play

Também chega à plataforma “São Paulo Sociedade Anônima” (1965), de Luiz Sergio Person, um retrato contundente da industrialização paulista e do sentimento de alienação vivido pela classe média urbana durante os anos de modernização acelerada do país. Restaurado em 4K, o filme permanece como uma das obras mais influentes da história do cinema nacional.

A música brasileira ocupa espaço de destaque com “Cartola – Música para os Olhos” (2007), documentário de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda que revisita a trajetória de Angenor de Oliveira, o Cartola. O filme articula imagens de arquivo, depoimentos e performances para revelar a importância do compositor na construção da identidade cultural brasileira e na história do samba.

Outra produção musical é “Aquilo que Eu Nunca Perdi” (2021), de Marina Thomé, que apresenta a vida e a obra da compositora e instrumentista Alzira E, artista fundamental para a renovação da música brasileira nas últimas décadas.

A memória cultural de São Paulo surge também em “Saudosa Maloca” (2023), dirigido por Pedro Serrano. Inspirado no universo de Adoniran Barbosa, o longa recria personagens, canções e histórias que ajudaram a construir o imaginário popular da capital paulista.

Representando o vigor do cinema contemporâneo, “Mato Seco em Chamas” (2022), de Adirley Queirós e Joana Pimenta, mistura ficção e documentário para retratar a vida na comunidade Sol Nascente, na Ceilândia (DF). A obra conquistou reconhecimento em importantes festivais internacionais por sua linguagem inovadora e potência política.

São Paulo Sociedade Anônima - foto divulgação - IC Play
São Paulo Sociedade Anônima – foto divulgação – IC Play

Já o curta-documentário “Liberdade sem Conduta” (2024), de Dênia Cruz, aborda temas como violência doméstica, justiça e reconstrução pessoal a partir da história de Amanda, que busca recomeçar a vida após cumprir pena por um crime cometido em um contexto de abuso.

Fechando a programação, a animação “Uma História de Amor e Fúria” (2013), de Luiz Bolognesi, conduz o espectador por mais de cinco séculos da história brasileira. A partir da jornada de um herói indígena imortal, o filme conecta colonização, escravidão, ditadura e questões ambientais em uma narrativa que une memória histórica e imaginação futurista.

Os filmes e suas sinopses

Guerra Conjugal (1974) — Joaquim Pedro de Andrade

Sinopse: O filme apresenta três histórias que se entrelaçam: na primeira delas, um casal de idosos que não se suporta tem as piores brigas dentro de casa; na segunda, um advogado malandro tem que lidar com o desejo de suas clientes comprometidas e com suas próprias vontades inconfessáveis; na terceira, um cafajeste desajeitado tenta conquistar uma jovem, enquanto são vigiados pela mãe da moça.

Cartola – Música para os Olhos (2007) — Lírio Ferreira e Hilton Lacerda

Sinopse: Um dos fundadores da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, criador do samba-canção, Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, é o personagem deste documentário dirigido pelos premiados cineastas pernambucanos Lírio Ferreira e Hilton Lacerda. A genialidade, a vida e a obra do sambista são celebrados através de um olhar inventivo, que entrelaça a história de Cartola à história do samba e do país.

Mato Seco em Chamas (2022) — Adirley Queirós e Joana Pimenta

Sinopse: Na comunidade de Sol Nascente, em Ceilândia, as irmãs “gasolineiras” Chitara e Léa comandam uma refinaria clandestina, onde produzem gasolina barata, vendida a motoboys da região, ligados ao tráfico de drogas.

Mato seco em chamas - foto divulgação - IC Play
Mato seco em chamas – foto divulgação – IC Play

Liberdade sem Conduta (2024) — Dênia Cruz

Sinopse: Vítima de uma relação violenta e abusiva, Amanda toma uma medida dramática e questionável: encomendar a morte do próprio marido. Condenada, em regime semiaberto, ela tenta reconstruir sua vida, enquanto reflete sobre a trágica experiência que passou. Para dar conta dela, Amanda decide escrever um livro.

São Bernardo (1972) — Leon Hirszman

Sinopse: Sertanejo pobre, Paulo Honório faz fortuna e compra uma fazenda. Em sua luta pessoal para enriquecer, ele mecaniza suas terras e explora tudo e todos com cálculo e crueldade. Para fechar seu caminho de sucesso, ele também se casa com uma professora, mas essa relação amorosa será o ponto de partida de sua ruína.

Aquilo que Eu Nunca Perdi (2021) — Marina Thomé

Sinopse: Uma das maiores compositoras e instrumentistas do país, Alzira E é uma mulher que atravessa o tempo. Parceira de Itamar Assumpção, Ney Matogrosso e Tetê Espíndola, Alzira E rompeu com o conservadorismo de seu meio e se tornou uma mulher livre. Este premiado documentário resgata a obra e a trajetória de uma personagem fundamental para a cultura brasileira.

Saudosa Maloca (2023) — Pedro Serrano

Sinopse: Numa mesa de bar, o velho Adoniran Barbosa conta a um jovem garçom histórias de uma São Paulo que já não existe. Lembra com carinho da maloca onde viveu com Joca e Mato Grosso, da paixão deles por Iracema e de outros personagens eternizados em seus sambas, crônicas de uma metrópole engolida pelo apetite voraz do “pogréssio”.

São Paulo Sociedade Anônima (1965) — Luiz Sergio Person

Sinopse: Carlos é um jovem de classe média que se sente preso em sua vida monótona e sem possibilidades. Tem uma família e um bom cargo em uma fábrica de autopeças, mas vive insatisfeito. Sem perspectivas para mudar a sua condição e com um projeto de vida que rejeita, só lhe resta fugir para uma jornada de autodescoberta.

Uma História de Amor e Fúria (2013) — Luiz Bolognesi

Sinopse: Um herói indígena imortal atravessa séculos de história do Brasil. Indo da colonização rumo a um futuro distópico do país em 2096, passando ainda pela escravatura e pela ditadura civil-militar, ele é movido por um irrefreável desejo: a paixão por uma mulher.

Cartola música para os olhos - foto divulgação - IC Play
Cartola música para os olhos – foto divulgação – IC Play

Serviço

Estreias na Itaú Cultural Play
Data: 26 de junho de 2026

Itaú Cultural Play acesse:

www.itauculturalplay.com.br

Aquilo que eu nunca perdi - foto divulgação - IC Play
Aquilo que eu nunca perdi – foto divulgação – IC Play