“O Brasil Quilombola” revela senso demográfico inédito sobre essa população
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Educação e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lançaram a publicação “O Brasil Quilombola”, que apresenta os principais resultados do Censo Quilombola 2022. Realizado com apoio da Fundação Cultural Palmares, com o intuito de dar mais visibilidade, reconhecimento e justiça histórica para os povos quilombolas do Brasil.
A publicação consolida um marco no reconhecimento das comunidades quilombolas no Brasil. Pela primeira vez incluídas no Censo Demográfico, essas comunidades têm sua identidade, cultura e demandas sociais visibilizadas, possibilitando a formulação e implementação de políticas públicas mais eficazes em áreas como educação, saúde, infraestrutura e direitos territoriais.
Ao ser incluído no Censo Demográfico, ele assegura que essas comunidades tenham sua identidade, cultura e necessidades sociais reconhecidas pelo governo e pela sociedade. Esse processo é essencial para garantir a implementação de políticas públicas que atendam de forma mais eficaz as demandas dos quilombolas.
Além disso, o Censo junto à população Quilombola também é um meio de consolidar dados, de visibilizar e fortalecer as lutas das comunidades quilombolas por reparação histórica, o respeito aos seus territórios e a preservação das tradições culturais. Nesse sentido, tanto o Censo quanto a divulgação da publicação “O Brasil Quilombola” agregam passos fundamentais para o reconhecimento formal das contribuições dos quilombolas na formação cultural e territorial do Brasil.
Marta Antunes, gerente técnica da publicação, diz que o lançamento “materializa o fato de termos, pela primeira vez, estatísticas oficiais sobre a população quilombola”. Além disso, segundo a gerente, o estudo vai trazer um mapa que trará dados sobre a concentração quilombola no espaço, de modo a ajudar gestores públicos na implementação de políticas para os quilombolas.
Fernando Damasco, também responsável técnico pela publicação, ressaltou que “além das informações estatísticas, o material apresenta os quantitativos de pessoas quilombolas nos municípios por meio de mapas e tabelas de fácil consulta e utilização, facilitando o conhecimento de sua distribuição no espaço nacional e da situação de reconhecimento dos seus territórios pelo Estado”.