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Cia. de Teatro Heliópolis em montagem premiada em São Paulo

Colaborando com a RAIZ

CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos faz curta temporada na sede da Cia. de Teatro Heliópolis.

A Companhia de Teatro Heliópolis volta ao cartaz com CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos, premiada montagem com encenação de Miguel Rocha e texto de Dione Carlos. A temporada ocorre no período de 19 de fevereiro a 01 de março 2026, na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, no Ipiranga, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h.

Em 2022, CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos ganhou o Prêmio APCA (Dramaturgia; indicado também em Direção), Prêmio SHELL de Teatro (Dramaturgia e Música; indicado em Direção) e VI Prêmio Leda Maria Martins (Ancestralidade), além de ter sido relacionado entre os Melhores Espetáculos do Ano pela Folha de S. Paulo.

A montagem aborda a forte presença feminina no contexto do cárcere. O enredo parte da história das irmãs Maria dos Prazeres e Maria das Dores, cujas vidas são marcadas pelo encarceramento dos homens da família: primeiro, o pai; depois, o companheiro de uma; agora, o filho da outra. Dentro do presídio, o jovem Gabriel – que sonha em ser desenhista – aprende estratégias de sobrevivência para lidar com as disputas internas de poder e a falta de perspectivas inerentes ao sistema carcerário. Naquele microcosmo a violência dita as regras e não poupa os considerados fracos ou rebeldes. Fora dali, em suas comunidades, as mulheres – mães, esposas, filhas, afilhadas – buscam alternativas para tentar romper os ciclos de opressão que as aprisionam em existências sem futuro.

Jefferson M e David G - foto de TIGGAZ
Jefferson M e David G – foto de TIGGAZ

A história das irmãs é um disparador no enredo de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos para expor o quanto é difícil se desvincular da complexa estrutura do encarceramento. Enquanto a mãe enfrenta o sistema jurídico na tentativa de libertar o filho preso injustamente, lutando pela subsistência da família e do filho, sua irmã é refém do ex-companheiro a quem deve garantir suporte no presídio, sem direito a uma nova vida conjugal. Presas a um histórico circular, elas lutam para quebrar o ciclo em um percurso espinhoso.

O espetáculo também mostra que os saberes ancestrais resistiram à barbárie e atravessaram os séculos nos corpos, nas vozes e nas crenças das/dos africanas/nos que, escravizados/as, fizeram a travessia do Atlântico. Iansã, Rainha Oyá, a deusa guerreira dos ventos, das tempestades e do fogo não abandonou o seu povo. Ela permanece iluminando caminhos e inspirando fabulações para que seus filhos e filhas experimentem, por fim, a liberdade.

Esta temporada de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos conta com o apoio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa e Governo do Estado de São Paulo.

Jucimara C - foto de Weslei Barba
Jucimara C – foto de Weslei Barba

FICHA TÉCNICA

Encenação: Miguel Rocha. Assistência de direção: Davi Guimarães. Texto: Dione Carlos. Elenco: Antônio Valdevino, Dalma Régia, Davi Guimarães, Isabelle Rocha, Jefferson Matias, Jucimara Canteiro, Priscila Modesto, Vitor Pires e Walmir Bess. Direção musical: Renato Navarro. Assistência de direção musical: César Martini. Musicistas: Alisson Amador (percussão), Amanda Abá (violoncelo), Denise Oliveira (violino) e Victoria Liz (viola). Cenografia: Eliseu Weide. Iluminação: Miguel Rocha e Toninho Rodrigues. Figurino: Samara Costa. Assistência de figurino: Clara Njambela. Costureira: Yaisa Bispo. Operação de som: Lucas Bressanin. Operação de luz: Alex Duarte. Cenotecnia: Wanderley Silva. Provocação vocal, arranjos e composição da música do ‘manifesto das mulheres’: Bel Borges. Provocação vocal, orientação em atuação-musicalidade e arranjos – percussão ‘chamado de Iansã’: Luciano Mendes de Jesus. Estudo da prática corporal e direção de movimento: Érika Moura. Provocação cênica: Bernadeth Alves, Carminda Mendes André e Maria Fernanda Vomero. Comentadores: Bruno Paes Manso e Salloma Salomão. Mesas de debates: Juliana Borges, Preta Ferreira, Roberto da Silva e Salloma Salomão, com mediação de Maria Fernanda Vomero. Orientação de dança afro: Janete Santiago. Direção de produção: Dalma Régia. Produção executiva: Alex Mendes. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Design gráfico: Rick Barneschi. Fotos: Rick Barneschi, Tiggaz e Weslei Barba. Idealização e produção: Companhia de Teatro Heliópolis. Estreia oficial: 12/03/2022.

Serviço

Espetáculo: CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos

Temporada: 19 de fevereiro a 01 de março 2026

Horários: quinta, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h.

Ingressos: Gratuitos – Bilheteria:1h antes das sessões.

Reservas antecipadas: www.sympla.com.br

Duração: 120 min. Classificação: 12 anos. Gênero: Experimental.

Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho

Rua Silva Bueno, 1.533 – Ipiranga. São Paulo/SP.

Tel.: (11) 2060-0318 (WhatsApp).

Transporte público: Metrô e Terminal de ônibus Sacomã.

Dalma Régia - foto de Rick Barneschi
Dalma Régia – foto de Rick Barneschi

Colaborando com a RAIZ