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Carnaval 2026 bate todos os recordes

Colaborando com a RAIZ

O carnaval é, por excelência, a expressão artística em que o impacto da Economia Criativa se torna mais visível no Brasil. Em 2026, esse impacto atingiu proporções históricas: estima-se que cerca de 65 milhões de pessoas tenham participado diretamente da folia em todo o país.

Quem acompanhou os festejos presencialmente, pela televisão ou pelas mídias sociais pôde testemunhar ruas tomadas por multidões, uma pulsação coletiva intensa e um cenário majoritariamente positivo, com raras exceções diante da dimensão da festa. Os foliões ocuparam os espaços públicos para brincar, celebrar e afirmar identidades. Cada rua, cada bairro, cada cidade parecia ter uma história própria para contar.

Em meio a grandes multidões, conviveram múltiplas expressões carnavalescas: samba, frevo, marchinhas, versões contemporâneas, pop, funk, pagodão, arrocha, axé, afoxé, maracatu, ciranda, caboclinho, tecnobrega. A lista é extensa e revela a pluralidade cultural do país. Essa diversidade também se refletiu nas fantasias e adereços, compondo um cenário visual vibrante, marcado por cores, criatividade e reinvenção estética.

É justamente em busca desse intercâmbio entre as muitas formas de viver o carnaval brasileiro que o turismo ganha uma força singular. O turismo interno mobiliza pessoas interessadas em conhecer outras tradições e territórios culturais, enquanto o turismo estrangeiro se intensifica pela experiência única da folia. Em todos os casos, o carnaval ativa fortemente os polos onde acontece, irradiando impactos para diversos setores da economia local.

A cadeia produtiva do carnaval envolve desde o armarinho do bairro, onde se compram tecidos e adereços para as fantasias, até a chamada “fábrica do samba” dos sambódromos. Envolve ensaios, ateliês, músicos, técnicos de som e luz, equipes de limpeza, segurança, logística e uma ampla rede de trabalhadores formais e informais. Trata-se de um ecossistema econômico complexo, movido por criatividade, trabalho coletivo e circulação de renda.

Em 2026, os números ajudam a dimensionar esse potencial. Dados do Ministério da Cultura indicam o alcance econômico dessa celebração que combina arte, identidade e desenvolvimento. O estado de São Paulo concentrou o maior número de foliões e a maior arrecadação. No Rio de Janeiro, a ocupação da rede hoteleira chegou a 100%. Já Recife e Olinda, juntas, registraram um aumento de quase 50% no número de turistas.

Mais do que uma festa, o carnaval de 2026 reafirmou seu papel como motor simbólico e econômico do país: um território onde arte, diversidade cultural, trabalho e desenvolvimento se encontram nas ruas.

Carnaval 2026 - Revista Raiz
Carnaval 2026 – Revista Raiz

Veja REVISTA RAIZ 13 especial sobre o Carnaval:

Revista RAIZ nº13 – Os caminhos do carnaval — Revista RAIZ – cultura brasileira

Capa da Revista Raiz 13 - Os caminhos do carnaval
Capa da Revista Raiz 13 – Os caminhos do carnaval

Colaborando com a RAIZ

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