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Lançado o catálogo da exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana

Colaborando com a RAIZ

Para marcar o lançamento, a arqueóloga Paula Nishida, uma das curadoras da mostra, ministrará uma palestra. Programação também inclui oficina de pedra lascada.

A Casa Museu Ema Klabin lança o catálogo da exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana. Com curadoria de Paulo de Freitas Costa e Paula Nishida, a mostra revela um território com cerca de 4 mil anos de ocupação humana, muito antes da fundação da vila colonial.

O percurso expositivo articula ciência, história e imaginação para compreender a relação dos primeiros habitantes com a paisagem que hoje abriga a maior cidade do país, ampliando o olhar sobre a memória e a formação de São Paulo.

Para aprofundar os temas abordados pela exposição, o catálogo reúne textos dos curadores, aproximando as perspectivas histórica e arqueológica da mostra. Além dos ensaios analíticos, o volume inclui uma seleção de fotografias que documentam aspectos centrais do percurso expositivo e contextualizam visualmente as descobertas apresentadas.

Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa Museu Ema Klabin
Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa Museu Ema Klabin

Lançamento

Com entrada franca, o lançamento será realizado na área de eventos da Casa Museu Ema Klabin, onde os curadores farão uma breve apresentação sobre seus textos. O catálogo será disponibilizado ao público com sugestão de contribuição voluntária, em apoio às atividades da casa museu.

Em seguida, a programação segue com a palestra presencial da arqueóloga e curadora Paula Nishida. A apresentação traçará um panorama dos contextos arqueológicos do município de São Paulo, destacando a distribuição, a localização e os impactos dos sítios identificados, e evidenciará como a pesquisa arqueológica permite recuperar aspectos pouco registrados na historiografia, mesmo em um território intensamente urbanizado.

São Paulo conta com cerca de 90 sítios arqueológicos identificados, e oito deles foram escolhidos para compor esta exposição, servindo como referências importantes para entender a formação histórica do território paulistano.

Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa Museu Ema Klabin
Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa Museu Ema Klabin

Do lítico ao contemporâneo: oficina de pedra lascada

Você sabe como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas? Na arqueologia, líticos são rochas trabalhadas pelo gesto humano para funções específicas, e muitas das ferramentas pré-históricas revelam soluções técnicas sofisticadas semelhantes às de hoje. Às 14h, a oficina Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas? reúne essas reflexões com uma experiência prática conduzida pelo arqueólogo Luiz Fernando Erig Lima, que apresenta os princípios das indústrias líticas e orienta a produção de ferramentas em rocha. A atividade propõe uma nova leitura de São Paulo não apenas como metrópole, mas como território de longa ocupação humana, cujas práticas materiais apontam conexões entre memória, cultura e tecnologia.

Ciclo de palestras amplia panorama arqueológico

A exposição, em cartaz até 29 de março, é acompanhada por um ciclo de palestras e eventos que aprofundam os eixos curatoriais da mostra e ampliam seu diálogo com diferentes campos do conhecimento. A programação reúne pesquisadores e especialistas em abordagens presenciais e online. Entre os destaques estão as palestras de Luis Symanski, sobre arqueologia diaspórica (18 de março); Letícia Correa, dedicada ao Sítio Lítico do Morumbi (26 de março); e Ricardo Cardim, com o tema da Mata Atlântica (16 de abril). O ciclo inclui ainda oficinas e caminhadas presenciais conduzidas por Carolina Guedes, que explora pintura rupestre e arte de rua (28 e 29 de março), e a caminhada urbana de aproximação da arqueologia da cidade com a memória negra do século XVIII, promovida pelo coletivo Cartografia Negra (11 de abril).

O objetivo da programação é apresentar a diversidade e a pluralidade de povos, práticas e modos de vida que constituíram o território paulistano ao longo do tempo, ampliando o entendimento sobre a formação histórica da cidade para além das narrativas tradicionais. Um relevante panorama sobre o passado da cidade que não consta nos livros de História.

Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa Museu Ema Klabin
Foto: Nelson Kon / Arquivo Casa Museu Ema Klabin

Serviço

28 de fevereiro de 2026 (sábado)

11h às 13h – Lançamento do catálogo da exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana com as presenças dos curadores Paulo de Freitas Costa e Paula Nishida e palestra com a arqueóloga e curadora Paula Nishida – Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Tradução e interpretação em Libras. Vagas: 95, por ordem de inscrição no site: https://emaklabin.org.br/em-cartaz/palestras-presencial-quando-sao-paulo-era-piratininga-arqueologia-paulistana

14h – Oficina Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas? com o arqueólogo Luiz Fernando Erig Lima. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária) Vagas: 30, por ordem de inscrição: https://emaklabin.org.br

Exposição: Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana

Curadoria: Paula Nishida e Paulo de Freitas Costa

Até 29/03/2026 – Visitas livres de quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até as 18h – visitas mediadas quarta a sexta, às 11h, 14h, 15h e 16h. sábado, domingo e feriado, às 14h. R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) para estudantes, idosos, PCD e jovens de baixa renda. Gratuidade para crianças de até 7 anos, professores e estudantes da rede pública.

Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo.

Colaborando com a RAIZ