A forma viva na arte de Véio na Caixa Cultural Belém
Obras de Cícero Alves dos Santos, o Véio, artista sergipano, de 03 de março a 31 de maio na Caixa Cultura Belém, PA.
A mostra propõe um passeio pela obra de Cícero Alves dos Santos, o Véio, artista sergipano que construiu uma linguagem própria, impossível de enquadrar em rótulos fixos. Sua escultura nasce da escuta da matéria, do tempo das coisas e de uma imaginação que mistura humano, bicho, planta e mito numa mesma respiração.
A mostra reúne 200 obras e conta com uma programação de conversas e visitas guiadas com o curador e o artista. Com curadoria de André Parente, produção e expografia do Estúdio Sauá, a exposição foi pensada como um percurso imersivo pela diversidade formal e poética do artista, reunindo obras de diferentes escalas e períodos. A mostra evidencia desde miniaturas até esculturas de presença monumental, revelando a utilização de materiais e técnicas que vão da madeira crua à pintura em cores vibrantes, organizados de modo a conduzir o visitante por camadas de leitura, entre forma, narrativa e espiritualidade.
Na exposição “A Forma Viva na Arte de Véio”, o artista sergipano revela seu processo entre o que chama de tronco fechado e tronco aberto, um diálogo direto com a natureza, onde a forma já existe e cabe ao artista reconhecer, revelar e acompanhar. No primeiro, a intervenção do artista é mínima: ele acompanha a natureza do tronco, preservando sua verticalidade e deixando emergir as chamadas “formas vivas”, que apenas existem. No segundo, ele penetra a madeira, escava, entalha e constrói figuras e cenas reconhecíveis, que remontam memórias do sertão brasileiro, do trabalho e do cotidiano.
Com curadoria de André Parente, produção e expografia do Estúdio Sauá, a exposição foi pensada como um percurso imersivo pela diversidade formal e poética do artista, reunindo obras de diferentes escalas e períodos. A montagem evidencia desde miniaturas quase invisíveis até esculturas de presença monumental, revelando procedimentos que vão da madeira crua à pintura em cores vibrantes.
A mostra tem o patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil.

Biografia
Cícero Alves dos Santos nasceu no município de Nossa Senhora da Glória, no sertão do estado brasileiro de Sergipe, no dia 12 de maio de 1947. Cícero ganhou seu nome artístico e apelido, “Véio”, por conviver com pessoas idosas e por gostar de ouvir suas histórias.
Sendo um filho de lavradores que completou apenas o primeiro grau na escola, segundo ele, também não teve formação artística. Ainda criança, quando não estava ocupado na lavoura, fazia pequenas esculturas de animais e pessoas com cera de abelha, as quais escondia dos pais, que consideravam aquilo “brincar de boneca”. Mais tarde, passou a usar madeira extraída da vegetação morta da Caatinga em suas esculturas, especialmente galhos e troncos. (fonte Wikipedia)
Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos prêmios, títulos e homenagens, entre eles o Prêmio Itaú Cultural 30 Anos – Categoria Criar (2018), o Título de Mestre dos Saberes (2022) e o Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Sergipe (2024). Sua obra integra importantes coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior e é amplamente discutida em livros, catálogos, pesquisas acadêmicas e documentários.

SERVIÇO
A Forma Viva na Arte de Véio
Local: CAIXA Cultural Belém – Porto Futuro II – Armazém 6A
Abertura: dia 03 de março de 2026 (verifique horários e critérios de acesso)
Visitação: de 04 de março a 31 de março de 2026
Horários: de terça a domingo, das 10h às 21h.
Livre para todos os públicos.
Gratuito.
Acesso para pessoas com deficiência

