Alagoas em audiovisual na Mostra Sururu — Revista RAIZ - cultura brasileira

Alagoas em audiovisual na Mostra Sururu

Colaborando com a RAIZ

 

Mostra Sururu de Cinema Alagoano
apresenta o melhor do cinema
do Estado de Alagoas

 

A Mostra Sururu de Cinema Alagoano exibe diversos documentários e ficções alagoanas; filmes de personagens históricos; curtas com temática da cultura de matriz africana; narrativas sobre a formação sócio histórica; a Mostra Sururu apresenta o cinema como um transporte afetuoso de histórias, paisagens e personagens para além de divisas e do tempo presente.

Ao lado da realização de diálogos entre os integrantes do setor; de editais de fomento à produção audiovisual; de capacitações profissionais na área – a exemplo de cursos promovidos pelo SESC Alagoas e pelo Núcleo de Produção Digital de Maceió (NPD-AL); de produções analíticas e críticas de conteúdo sobre cinema em Alagoas; da atuação de espaços de formação de público – como cineclubes e o Cine Arte Pajuçara; a Mostra Sururu se configura como uma das iniciativas que compõem a base que contribui para o atual momento de ebulição no audiovisual do Estado.

É dentro dessa busca atual que a Mostra Sururu – 10 Anos pretende apresentar o cinema alagoano, a narrativa e linguagem cinematográfica ao público que até hoje não teve acesso à produção audiovisual: é para o público de diversos bairros da capital alagoana e de cidades do interior do estado – muitos desses moradores de zonas periféricas e jovens de baixa renda – que apresentaremos a produção audiovisual alagoana.

 

Ilha Mágica, Divulgação, Mostra Sururu de Cinema Alagoano
Ilha Mágica, Divulgação, Mostra Sururu de Cinema Alagoano

A MOSTRA SURURU

Criada em 2009, a Mostra Sururu de Cinema Alagoano vem desempenhando um papel cada vez mais relevante para o Estado. Principal janela para os curtas-metragens locais, no decorrer dos anos o evento contribuiu de maneira significativa para o crescimento do setor, estimulando, entre outras ações, o surgimento de novas produções, a consolidação do trabalho de profissionais iniciantes, o diálogo entre integrantes da cadeia produtiva do audiovisual e a construção de um panorama do cinema alagoano contemporâneo.

Historicamente, o cinema alagoano viveu alguns momentos de efervescência, como os que aconteceram na década de 1970 durante o festival de Penedo, e longos períodos de marasmo. Todavia, ao se analisar os últimos dez anos, é possível constatar ‘um fôlego diferente’, como bem identifica a cineclubista e realizadora Lis Paim no artigo Sobre Alagoas, Cinema, Terra e Água, publicado na 14ª edição do Filmologia, em www.filmologia.com.br*.

Esse fôlego une vontades e ações de realizar, pensar, compartilhar, acessar, movimentar, assistir, difundir, refletir, refletir-se, e mais um tanto de infinitivos transformadores próprios do cinema até então dispersos e isolados, enfraquecidos em inconstâncias. Por essa fertilidade ativa que o cinema instaura, inclusive por seus resultados humanos, culturais e sociais, essa respiração merece e precisa de uma atmosfera agradável, que junte pessoas e instituições que acreditem e invistam nesse ânimo coletivo.

Se em 2013, passava de 40 o número de produções alagoanas selecionadas para festivais no Brasil e no exterior com mais de 20 prêmios conquistados – o dobro do número alcançado em 2012 – nos últimos 6 anos o cinema alagoano foi fortificado através de ações como os editais de fomento e as políticas de regionalização da Ancine. Com isso, os nossos filmes alcançam espaços de destaque na esfera nacional e também consolidam o cinema realizado em Alagoas.

O surgimento do Fórum do Audiovisual Alagoano, criado em 2015 durante a própria Mostra Sururu – com a intenção de aglomerar as pessoas que atuam no setor Audiovisual e deliberar proposta para a construção do cinema local – vem para completar esse ciclo. Toda essa repercussão evidencia não só uma evolução da qualidade técnica e artística dos trabalhos, como também ilumina virtudes; colabora para uma autoestima local mais positiva e favorável a um reconhecimento mais carinhoso de si; ajuda na atualização de necessidades e caminhos para que o desenvolvimento do setor não cesse.

Ainda te amo, Divulgação, Mostra Sururu de Cinema Alagoano
Ainda te amo, Divulgação, Mostra Sururu de Cinema Alagoano

MOSTRA OFICIAL — Filmes do Fim do Mundo

À espera de um milagre: relatos de sonhos perdidos de frente para a lagoa, 2019, Documentário, 5’59”, Géssika Costa e Vitor Beltrão, Maceió

À Sombra do Vírus, 2020, Ficção, 08’54”, Fabinho Oliveira, Maceió

A Três Andares, 2020, Doc-Ficção, 6’56”, Bruca Teixeira, Maceió

Agridoce, 2020, Experimental, 03’05”, Nereu Ventura, Maceió

Bem no Fundo das Retinas, 2020, Documentário, 13’26”, Mik Moreira, Maceió

Círculos, 2020, Experimental, 02’15”, Lucas Litrento, Maceió

Encanto Desencanto Encanto, 2020, Ficção, 14’32”, Ulisses Arthur, Viçosa

FILME _URGÊNCIA_CORTE 1, 2020, Documentário, 12’40”, Paulo Silver, Maceió

Marcas de Expressão – O Reflexo da Vida nas Ruas, 2020, Documentário, 16’31”, Luan Macedo e Valesca Macedo, Maceió

Marolas, 2020, Experimental, 6’38”, Celso Brandão, Maceió

Mulher Pandêmica, 2020, Experimental, 13’30”, Direção Coletiva, Maceió

Nunca Olvidar, 2020, Experimental, 2’50”, Oriana Perez, Maceió

O abraço logo vem, 2020, Animação, 2’09”, Paulo Accioly, Maceió

Subsidência, 2020, Híbrido, 07’11”, Beatriz Vilela Marcus José, Maceió

Visão das grotas, 2020, Documentário, 23’02”, Direção Coletiva, Maceió

MOSTRA ESPECIAL – Filmes das Margens

A Ilha Mágica, 2020, Documentário, 3’00”, Rafhael Barbosa, Ilha do Ferro

À margem, 2019, Documentário, 13’00”, Tarcísio Ferreira, Arapiraca

Ainda Te Amo Demais, 2020, Documentário, 21’00”, Flávia Correia, Maceió

Cajá dos Negros, 2020, Documentário, 11’23”, Istael Oliveira, Batalha

Estação Aquarius, 2019, Documentário, 13’47”, Direção Coletiva, Maceió

Feirinha, 2019, Documentário, 13’13”, Maysa Reis, Maceió

Jacaré, 2019, Ficção, 7’34”, Bruno Ravagnolli, Penedo

Jegada, 2019, Documentário, 9’41”, Celso Brandão, Maceió

Meu Lugar, 2019, Documentário, 9’49”, Larissa Lisboa, Maceió

O Nagô e o tempo, 2020, Documentário, 24’00”, Luiz Henrique Carvalho, Maceió

O Que Meu Corpo Fala, 2020, Experimental, 11’20”, Valéria Nunes e Glauber Xavier, Marechal Deodoro

O retirante, 2020, Documentário, 15’00”, Tarcísio Ferreira, Arapiraca

Oásis, O Berço da Esperança, 2020, Documentário, 11’55”, Lisandra Santos, Palmeira dos Índios

Raiar, 2020, Documentário, 13’33”, Wéllima Kelly e Wagno Godez, Arapiraca

Um passo para as Estrelas, 2020, Documentário, 3’00”, Danilo Souza, Maceió

Mostra Sururu de Cinema Alagoano
Mostra Sururu de Cinema Alagoano

11ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano
www.mostrasururu.com.br | sururumostra@gmail.com

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