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Cinema brasileiro do século XXI na Cinemateca

Cinemateca Brasileira revisita a produção do século XXI em mostra gratuita com clássicos contemporâneos e curso sobre os rumos do cinema nacional.

Reunindo 22 filmes produzidos entre 2001 e 2020, a programação apresenta um panorama da diversidade estética, temática e regional que redefiniu o audiovisual nacional, acompanhado por um curso gratuito transmitido ao vivo pelo YouTube.

Das transformações tecnológicas às novas vozes da produção independente, o cinema brasileiro das primeiras décadas do século XXI é tema de uma ampla mostra promovida pela Cinemateca Brasileira.

A seleção percorre ficções, documentários e animações que marcaram a retomada criativa do cinema brasileiro e consolidaram uma geração de realizadores reconhecida dentro e fora do país. Entre os destaques estão Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, indicado a quatro Oscars; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, vencedor de importantes prêmios internacionais; O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, eleito por diversas publicações como um dos melhores filmes brasileiros do século; Bicho de 7 Cabeças, de Laís Bodanzky, referência na discussão sobre saúde mental e violência institucional; O Céu de Suely, de Karim Aïnouz; Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro; e O Invasor, de Beto Brant.

A programação também evidencia a força das cinematografias produzidas fora do eixo tradicional Rio–São Paulo. Filmes como Aboio, Jonas e o Circo sem Lona, No Coração do Mundo, Tatuagem, Era Uma Vez Brasília e Café com Canela revelam diferentes territórios, identidades e modos de produção que ampliaram o olhar sobre o Brasil contemporâneo.

Cena do filme O SOM AO REDOR - Cinemateca
Cena do filme O SOM AO REDOR – Cinemateca

Experiência rara: cinco filmes em cópias originais de 35 mm

Um dos grandes atrativos da mostra é a exibição de cinco longas em suas cópias originais de 35 mm, preservadas pela Cinemateca Brasileira. Serão apresentados nesse formato Bicho de 7 Cabeças, Cidade de Deus, Cinema, Aspirinas e Urubus, O Invasor e Trabalhar Cansa, oferecendo ao público a oportunidade de assistir a essas obras na mesma experiência cinematográfica para a qual foram concebidas.

Em um momento em que a maior parte da produção e da exibição ocorre em formato digital, as sessões reafirmam a importância da preservação do patrimônio audiovisual brasileiro.

Um retrato da diversidade do cinema brasileiro

Além de reunir títulos consagrados, a mostra propõe uma leitura das mudanças que transformaram o audiovisual nacional nas últimas duas décadas. A ampliação do acesso às tecnologias digitais, o fortalecimento de polos de produção em estados como Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal e a emergência de novas narrativas contribuíram para um cinema mais plural, interessado em temas como memória, território, raça, gênero, identidade e desigualdade social.

O conjunto evidencia como o cinema brasileiro ampliou sua presença em festivais internacionais e consolidou uma produção capaz de dialogar com diferentes públicos e linguagens.

Cena do filme ERA O HOTEL CAMBRIDGE - Cinemateca
Cena do filme ERA O HOTEL CAMBRIDGE – Cinemateca

Curso analisa os novos caminhos do audiovisual

Paralelamente às sessões, a Cinemateca promove um curso composto por quatro encontros dedicados à história recente do cinema brasileiro.

A pesquisadora Margarida Adamatti aborda os principais movimentos estéticos e históricos do período. A distribuidora Silvia Cruz, fundadora da Vitrine Filmes, e Bernardo Lessa discutem as mudanças no mercado de distribuição desde os anos 2000. Já Luiz Gonzaga de Luca analisa os desafios da exibição cinematográfica no país, enquanto Nichollas Alem apresenta um panorama sobre a evolução das políticas públicas e da legislação do setor audiovisual.

As aulas serão realizadas presencialmente e também transmitidas gratuitamente pelo canal da Cinemateca Brasileira no YouTube, com tradução em Libras.

A programação poderá sofrer ajustes em função do calendário da Copa do Mundo FIFA de 2026, nos dias de jogos da Seleção Brasileira.

Com entrada gratuita, a mostra reafirma o papel da Cinemateca Brasileira como espaço de preservação, difusão e reflexão sobre uma das fases mais criativas e diversas da história recente do cinema nacional.

Cena do filme BICHO DE 7 CABEÇAS - Cinemateca
Cena do filme BICHO DE 7 CABEÇAS – Cinemateca

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira, 02 de julho
17h30 _ Sala Grande Otelo _ BICHO DE 7 CABEÇAS
20h00 _ Sala Grande Otelo _ O INVASOR

Sexta-feira, 03 de julho
20h00 _ Sala Grande Otelo _ O CÉU DE SUELY

Sábado, 04 de julho
15h00 _ Sala Grande Otelo _ AULA 1 | HISTÓRIA E ESTÉTICA | Aula ministrada por Margarida Adamatti
17h30 _ Sala Grande Otelo _ ABOIO
20h00 _ Sala Grande Otelo _ BOI NEON

Quarta-feira, 08 de julho
18h30 _ Sala Grande Otelo _ MA Ê DAMI XINA: JÁ ME TRANSFORMEI EM IMAGEM
20h00 _ Sala Grande Otelo _ CIDADE DE DEUS

Sábado, 11 de julho
14h00 _ Sala Grande Otelo _ AULA 2 | DISTRIBUIÇÃO
14h30 _ Sala Oscarito _ JONAS E O CIRCO SEM LONA

Domingo, 12 de julho
15h00 _ Sala Grande Otelo _ AULA 3 | LEGISLAÇÃO | Aula ministrada por Nichollas Alem
17h30 _ Sala Grande Otelo _ PASTOR CLÁUDIO
20h00 _ Sala Grande Otelo _ CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS

Quarta-feira, 15 de julho
19h30 _ Sala Oscarito _ CAFÉ COM CANELA

Quinta-feira, 16 de julho
17h00 _ Sala Oscarito _ HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO
19h30 _ Sala Oscarito _ TRABALHAR CANSA

Sexta-feira, 17 de julho
17h00 _ Sala Oscarito _ QUE HORAS ELA VOLTA?
19h30 _ Sala Oscarito _ ERA O HOTEL CAMBRIDGE

Sábado, 18 de julho
14h30 _ Sala Oscarito _ HISTORIETAS ASSOMBRADAS: O FILME
15h00 _ Sala Grande Otelo _ AULA 4 | EXIBIÇÃO | Aula ministrada por Luiz Gonzaga de Luca
17h00 _ Sala Oscarito _ MUTUM
19h30 _ Sala Oscarito _ NO CORAÇÃO DO MUNDO

Cena do filme SANEAMENTO BÁSICO - Cinemateca
Cena do filme SANEAMENTO BÁSICO – Cinemateca

SERVIÇO

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana

Horário de funcionamento
Espaços públicos: de segunda a segunda, das 08 às 18h

Salas de cinema: conforme a grade de programação.
Biblioteca: de segunda a sexta, das 10h às 17h, exceto feriados
Sala Grande Otelo (210 lugares + 04 assentos para cadeirantes)
Sala Oscarito (104 lugares)
Área externa (300 lugares)

Retirada de ingresso 1h antes do início da sessão

SOBRE A CINEMATECA BRASILEIRA

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.

O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 60 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.