O fotógrafo parense Luiz Braga em nova publicação

O fotógrafo paraense Luiz Braga lançou em Belém o catálogo da exposição “Retumbante Natureza Humanizada“, no Museu de Arte Sacra (MAS), em Belém.  A publicação, que tem editoração e o projeto gráfico Paulo Maurício Coutinho, tem o selo da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). Quem quiser adquiri-lo, basta entrar em contato com a equipe do Estúdio do artista, localizado na capital paraense.

Nas páginas, memórias da mostra que teve curadoria de Diógenes Brandão e de demais colaboradores como os professores da UFPA Ernani Chaves e Alexandre Sequeira, que fizeram uma palestra sobre a obra do artista; do historiador e professor também Michel Pinho, que realizou uma caminhada pela Cidade Velha; da curadora Rosely Nakagawa; do poeta João de Jesus Paes Loureiro e do músico Salomão Habib; da fotógrafa Irene Almeida; da cineasta Jorane Castro.

A escolha de Luiz em lançar a publicação apenas este ano da mostra que ocorreu entre setembro e novembro do ano passado, no Museu do Estado do Pará (MEP), de deve ao fato da espera ter suas vantagens para maturar ideias a respeito do produto. Ele diz que assim foi ideal para se debruçar sem pressa sobre o conteúdo e sobre os detalhes do livro – que traz imagens das obras expostas e frases dele, do curador e de visitantes.

“A ideia foi fazer um catálogo que não tivesse apenas as obras, mas todo o processo de realização da mostra, da montagem, da visitação e da programação com um todo. Foi uma forma que encontrei de fazer o livro de forma mais serena, sem estar no meio do trabalho, já que a ideia inicial era lançá-lo ao término da mostra”, comenta Luiz Braga.

 

Itinerância e desdobramentos

Um vídeo com direção de Thiago Pelaes pode ser transformado em documentário, que mostrará um outra etapa da carreira de Braga – quando o artista chega aos 60 anos. O realizador pretende unir o que gravou durante os meses que acompanhou a exposição e  já tem em mãos a carta Tó Teixeira.

A expectativa agora é fazer com que as mais de 100 imagens retiradas de seu extenso acervo, feitas entre 1976 e 2004, todas guardadas no Estúdio de Luiz Braga, e que não serão comercializadas, circulem pelo Brasil. A próxima cidade que receberá a mostra é Goiânia, na programação do Goyazes – Festival de Fotografia, a ser realizado em setembro.

 

 

Sobre o artista

Luiz Braga nasceu em 1956, em Belém (Pará), onde vive e trabalha. O seu primeiro contato com a fotografia foi aos 11 anos. Em 1975, montou seu primeiro estúdio para trabalhar com retratos, ao mesmo tempo em que ingressava na Faculdade de Arquitetura da UFPA, onde se graduou em 1983, embora nunca tenha trabalhado como arquiteto. Até 1981, fotografava principalmente em preto e branco. Suas primeiras exposições, em 1979 e 1980, eram compostas de cenas de dança, nus, arquitetura e retratos. Após essa fase, descobriu as cores vibrantes da visualidade popular amazônica e, convidado pela Funarte, viajou pela região aprofundando o ensaio que seria exibido sob o título “No Olho da Rua” (Centro Cultural São Paulo, 1984), considerado o primeiro passo de seu amadurecimento autoral.

Em “A Margem do Olhar” (1985 a 1987) retorna ao preto e branco dos primeiros tempos, retratando com dignidade o caboclo amazônico em seu ambiente. Exibido nacionalmente em 1988, esse ensaio rendeu-lhe o Prêmio Marc Ferrez conferido pelo Instituto Nacional da Fotografia. O encantamento pela cor da sua região e as possibilidades pictóricas extraídas do confronto entre a luz natural e as múltiplas fontes de luz dos barcos, parques e bares populares resultam no ensaio “Anos Luz”, premiado em 1991 com o “Leopold Godowsky Color Photography Awards” da Boston University e exibido no Museu de Arte de São Paulo (Masp) em 1992. Uma de suas características é o enfoque, que passa ao largo das visões estereotipadas e superficiais sobre a Amazônia. A outra é o domínio da cor, com a qual passou a ser referência na fotografia brasileira contemporânea.

Realizou mais de 200 exposições entre individuais e coletivas no Brasil e no exterior, e suas fotografias compõem coleções públicas e privadas importantes, como a do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, do Centro Português de Fotografia, do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras. Em 2005, comemorou 30 anos de carreira abordando os diversos segmentos de sua obra na mostra Retratos Amazônicos, no MAM/SP, e na exposição Arraial da Luz, a maior de sua carreira, montada ao ar livre num parque de diversões em sua cidade natal, a qual recebeu mais de 35 mil visitantes. Em 2009, foi um dos representantes do Brasil na 53ª Bienal de Veneza.

 

Serviço

Catálogo da exposição “Retumbante Natureza Humanizada”, de Luiz Braga

Preço: R$ 50

Para adquiri-lo, contate o Estúdio Luiz Braga

estudioluizbraga@gmail.com ou (91) 3352-4898

No Facebook: https://www.facebook.com/estudioluizbraga/