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Museu das Amazônias reabre com exposições sobre a diversidade amazônica e a crise climática

A partir de 4 de novembro, o MAZ, em Belém, apresenta uma mostra permanente sobre os povos e os territórios amazônicos e uma exposição fotográfica dedicada às transformações do Pantanal.

Após um período de suspensão das visitas aos espaços internos para a montagem de novas exposições, o Museu das Amazônias (MAZ), em Belém (PA), reabre ao público em 4 de novembro. A retomada inclui duas exposições que ocupam mais de 1.450 m²:

Amazônias no Plural, de caráter permanente, e Água, Pantanal, Fogo, mostra fotográfica temporária que relaciona a crise ambiental do Pantanal às condições da floresta amazônica.

Instalado no Complexo Porto Futuro, o museu propõe dois percursos complementares. No térreo, a exposição permanente aborda a formação da região, os conhecimentos de seus povos e a diversidade de modos de vida. No mezanino, fotografias de Luciano Candisani e Lalo de Almeida documentam as relações entre água, fogo e transformações ambientais no Pantanal.

Amazônias no plural: territórios, saberes e memórias

A exposição Amazônias no Plural percorre diferentes dimensões da região, da formação geológica aos conhecimentos e às tecnologias dos povos tradicionais. O trajeto inclui migrações, cultura alimentar, modos de vida e manifestações artísticas, reunindo perspectivas que ampliam as formas de compreender a Amazônia.

Projeções, sons, texturas e recursos interativos integram o percurso. A mostra também dedica um memorial a defensores da Amazônia, entre eles a missionária Dorothy Stang, o jornalista Dom Phillips, o indigenista Bruno Pereira e Dom José Luis Azcona.

A curadoria é compartilhada pela bióloga e doutora em ecologia Joice Ferreira, pela arqueóloga Helena Lima e pela antropóloga indígena Francy Baniwa. Para Ferreira, a exposição permite ao público conhecer o universo amazônico ao longo do tempo por meio de uma experiência imersiva.

Helena Lima destaca o processo de pesquisa e construção coletiva da mostra, desenvolvido ao longo de dois anos. Segundo a curadora, o trabalho foi marcado pelo diálogo, pela escuta e pelo aprendizado, com o objetivo de criar um espaço em que diferentes visitantes possam se reconhecer nas histórias apresentadas.

Um dos espaços da exposição Amazônias no Plural - foto Renato Mangolin
Um dos espaços da exposição Amazônias no Plural – foto Renato Mangolin

Água, Pantanal, Fogo: fotografia diante da crise ambiental

No mezanino, Água, Pantanal, Fogo volta o olhar para o Pantanal, a maior planície inundável do mundo e um dos biomas brasileiros conectados à Amazônia. A exposição reúne registros de Luciano Candisani sobre a presença da água e sua importância para a vida pantaneira, além de fotografias de Lalo de Almeida que documentam os incêndios de 2020 e 2024.

O contraste entre as imagens evidencia a relação entre os ciclos naturais e as pressões ambientais. A água, elemento central para a manutenção do bioma, aparece em diálogo com os efeitos do fogo e com as ameaças à fauna e à flora.

Ao aproximar fotografia, arte e ciência, a mostra propõe uma reflexão sobre a escassez hídrica, os incêndios e as conexões entre os biomas. A crise climática é apresentada não como um fenômeno restrito a um território, mas como um conjunto de transformações cujos efeitos atravessam diferentes paisagens e ecossistemas.

Além das exposições, o museu oferecerá atividades educativas e culturais conduzidas por sua equipe de educação nas salas multiuso. A entrada permanece gratuita, mediante retirada prévia de ingressos.

Serviço

Reabertura do Museu das Amazônias
Data: 4 de novembro de 2026
Exposições: Amazônias no Plural e Água, Pantanal, Fogo
Local: Museu das Amazônias, Complexo Porto Futuro, Belém (PA)
Entrada: gratuita, mediante retirada prévia de ingressos.

Um dos ambientes de Amazônias no Plural - foto Renato Mangolin
Um dos ambientes de Amazônias no Plural – foto Renato Mangolin