Festival Sesc Culturas Negras destaca heranças africanas e protagonismo negro em São Paulo
Em sua terceira edição, evento acontece de 5 a 15 de novembro, com shows, debates, vivências, cinema, literatura e atividades formativas que abordam a transmissão de saberes, a memória e a resistência das comunidades negras.
As heranças culturais das comunidades negras e sua contribuição para a formação da sociedade brasileira orientam a terceira edição do Festival Sesc Culturas Negras, realizado pelo Sesc São Paulo entre 5 e 15 de novembro. Com o tema Herança do povo negro, o festival reúne manifestações artísticas, ações educativas e reflexões sobre tecnologias, ancestralidade e memória, destacando o papel de mestras, mestres, artistas, pesquisadores e coletividades na preservação e transmissão de saberes.
A programação propõe encontros entre diferentes gerações e linguagens, valorizando tradições que permanecem vivas nas comunidades e reconhecendo a atuação de quem mantém esses patrimônios culturais. As atividades também abrem espaço para discutir preconceitos, desigualdades e formas de resistência que atravessam a história e o cotidiano da população negra.
Abertura reúne ritual, pensamento e música
O Sesc Vila Mariana recebe a abertura do festival em 5 de novembro. Às 18h30, o Ilê Obá Asè Ogodô conduz a vivência Lavagem com Flores: um Ritual para Abrir Caminhos. Na sequência, às 19h, o encontro Heranças que Tecem o Amanhã reúne Cida Bento, Leda Maria Martins e Helena Theodoro, com mediação de Adriana Ferreira, para refletir sobre a transmissão das heranças negras entre gerações.
Às 20h30, a cantora Sandra Sá encerra a programação do dia com um espetáculo que percorre diferentes vertentes da música brasileira e negra, entre MPB, soul, samba e funk, incluindo clássicos de seu repertório.
Samba, bailes black e música negra
A música ocupa diferentes unidades do Sesc, conectando tradições do samba às expressões da black music e às sonoridades contemporâneas.
No Sesc 24 de Maio, a Velha Guarda Musical da Mangueira celebra sete décadas de preservação das tradições do samba carioca. A apresentação conta com participações de Paula Lima, Teresa Cristina e da Velha Guarda do Vai-Vai, aproximando diferentes trajetórias e gerações ligadas ao gênero.
No Sesc Belenzinho, o sexteto Naimaculada articula referências do rock, jazz e soul em uma apresentação que relaciona essas influências ao cotidiano urbano de São Paulo. Já o Sesc Casa Verde recebe o Baile da Chic Show, dedicado à cultura da black music e à história dos bailes que marcaram a sociabilidade negra na cidade.
Em Itaquera, O Grande Baile retoma a importância dos bailes black como espaços de encontro, identidade e afirmação cultural. A programação reúne Seu Osvaldo, Grand Master Ney, DJ Vivian Marques e KL Jay, com mediação de Max, do grupo DMN.
O Sesc Pinheiros recebe ainda a cantora Evinha, radicada na França, acompanhada pelos irmãos Mário e Marizinha, integrantes do Trio Esperança.

Debates sobre história, religiosidade e território
As discussões propostas pelo festival abordam diferentes dimensões das experiências negras, do legado político africano às práticas religiosas e às memórias dos territórios urbanos.
No Sesc Belenzinho, o encontro Angola: 51 Anos de Independência – Para Quem? Por Quê? propõe uma reflexão sobre os sentidos da independência angolana. Participam João Jorge Santos, Rodrigues, Luandino Luís Alves Carvalho, Kabengele Munanga e Ngonguita Diogo, com mediação de Ermi Panzo.
No Sesc Pinheiros, a atividade Gira do Saber: Religiosidades Afro-Indígena-Brasileiras promove uma conversa sobre matrizes africanas e religiosidades brasileiras, com Babá Gill Ominirò, Gabriel Dacc, Lídia Maria de Lima e Luciana Bispo.
Já no Sesc Santana, Casa Verde Negra: Memórias, Referência e Território reúne Mestre João Candido e Tadeu Caçula para abordar personagens, referências culturais e territorialidades negras da região da Casa Verde, ressaltando a importância da memória local na construção da identidade coletiva.
Poesia, cinema e expressões da ancestralidade
A programação também ocupa espaços públicos e articula diferentes linguagens artísticas. Nas escadarias do Theatro Municipal de São Paulo, o sarau Vozes da Herança: Uma Aula-sarau Sobre Memória e Futuro Negro, com o Movimento Negro Unificado (MNU), apresenta uma linha do tempo que parte do início do século XX, percorre o presente e projeta possibilidades para o futuro negro.
Na Praça Ramos de Azevedo, em frente à futura unidade Sesc Galeria, será exibido o filme Besouro, que retrata a trajetória de Manoel Henrique Pereira, o Besouro Mangangá, capoeirista baiano da década de 1920 que enfrenta a opressão dos coronéis e assume a missão de proteger seu povo. A sessão será acompanhada de trilha sonora ao vivo da Batucada Tamarindo. Após a exibição, o diretor João Daniel Tikhomiroff e a atriz Jessica Barbosa participam de um bate-papo sobre o longa.
No Sesc Interlagos, dois projetos aproximam ritual, memória e convivência. O cortejo Moçambique Estrela Guia reúne cantos, tambores, dança e ancestralidade. Já Roolmance: Dois Sóis na Noite, com Sidney Santiago Kuanza, propõe uma experiência cênica em torno de uma cerimônia de casamento, abordando amor, compromisso e bem comum.
A poesia também ganha espaço no Sesc 24 de Maio, com Negra Palavra: Poesia do Samba, do grupo Complexo Negra Palavra. O espetáculo coloca as letras do samba no centro da cena, combinando palavra falada, corpos negros e percussão corporal.
No Sesc Pinheiros, a escritora e poeta Ryane Leão apresenta Ninguém Pode Parar uma Mulher Ventania, performance de poesia falada que atravessa temas como amor, resistência e força feminina, convidando o público a compartilhar experiências e reflexões.

Curso on-line aborda o pensamento filosófico africano
O festival amplia sua dimensão formativa com o lançamento do curso on-line Pensamento Africano – Uma Introdução ao Diálogo Filosófico, ministrado pela doutora em Filosofia Africana Katiúscia Ribeiro.
Com seis aulas, o curso explora fundamentos das filosofias africanas e suas relações com questões como ética, epistemologia, ancestralidade e construção do ser. A formação estará disponível a partir de 5 de novembro na plataforma de cursos livres do Sesc São Paulo, em sescsp.org.br/ead.
Livro discute o medo como instrumento de controle sobre as mulheres
No dia 11 de novembro, o Sesc Vila Mariana recebe o lançamento de A fábrica do medo feminino (Coleção Biblioteca Africana, Edições Sesc e Zahar, 2026), da autora sul-africana Pumla Dineo Gqola. O encontro conta com a participação da jornalista Bianca Santana.
Na obra, Gqola investiga como o medo é construído e utilizado como instrumento de subjugação e punição patriarcal. A autora relaciona situações aparentemente distintas — como restrições ao direito de dirigir, assédio nas ruas e comportamentos coercitivos de professores — a mecanismos sociais que limitam a autonomia feminina.
O livro amplia o debate sobre gênero, poder e desigualdade, incorporando à programação do festival uma reflexão sobre as formas de controle que atravessam a vida cotidiana.
Ao reunir música, artes cênicas, cinema, literatura, debates e formação, o Festival Sesc Culturas Negras destaca a diversidade das heranças africanas e afro-brasileiras e a atuação de pessoas e comunidades que mantêm esses conhecimentos em circulação. A proposta é reconhecer essas tradições não apenas como memória do passado, mas como parte ativa da produção cultural e das possibilidades de futuro.
Festival Sesc Culturas Negras destaca heranças africanas e protagonismo negro em São Paulo
Em sua terceira edição, evento acontece de 5 a 15 de novembro, com shows, debates, vivências, cinema, literatura e atividades formativas que abordam a transmissão de saberes, a memória e a resistência das comunidades negras
As heranças culturais das comunidades negras e sua contribuição para a formação da sociedade brasileira orientam a terceira edição do Festival Sesc Culturas Negras, realizado pelo Sesc São Paulo entre 5 e 15 de novembro. Com o tema Herança do povo negro, o festival reúne manifestações artísticas, ações educativas e reflexões sobre tecnologias, ancestralidade e memória, destacando o papel de mestras, mestres, artistas, pesquisadores e coletividades na preservação e transmissão de saberes.
A programação propõe encontros entre diferentes gerações e linguagens, valorizando tradições que permanecem vivas nas comunidades e reconhecendo a atuação de quem mantém esses patrimônios culturais. As atividades também abrem espaço para discutir preconceitos, desigualdades e formas de resistência que atravessam a história e o cotidiano da população negra.

Abertura reúne ritual, pensamento e música
O Sesc Vila Mariana recebe a abertura do festival em 5 de novembro. Às 18h30, o Ilê Obá Asè Ogodô conduz a vivência Lavagem com Flores: um Ritual para Abrir Caminhos. Na sequência, às 19h, o encontro Heranças que Tecem o Amanhã reúne Cida Bento, Leda Maria Martins e Helena Theodoro, com mediação de Adriana Ferreira, para refletir sobre a transmissão das heranças negras entre gerações.
Às 20h30, a cantora Sandra Sá encerra a programação do dia com um espetáculo que percorre diferentes vertentes da música brasileira e negra, entre MPB, soul, samba e funk, incluindo clássicos de seu repertório.
Samba, bailes black e música negra
A música ocupa diferentes unidades do Sesc, conectando tradições do samba às expressões da black music e às sonoridades contemporâneas.
No Sesc 24 de Maio, a Velha Guarda Musical da Mangueira celebra sete décadas de preservação das tradições do samba carioca. A apresentação conta com participações de Paula Lima, Teresa Cristina e da Velha Guarda do Vai-Vai, aproximando diferentes trajetórias e gerações ligadas ao gênero.
No Sesc Belenzinho, o sexteto Naimaculada articula referências do rock, jazz e soul em uma apresentação que relaciona essas influências ao cotidiano urbano de São Paulo. Já o Sesc Casa Verde recebe o Baile da Chic Show, dedicado à cultura da black music e à história dos bailes que marcaram a sociabilidade negra na cidade.
Em Itaquera, O Grande Baile retoma a importância dos bailes black como espaços de encontro, identidade e afirmação cultural. A programação reúne Seu Osvaldo, Grand Master Ney, DJ Vivian Marques e KL Jay, com mediação de Max, do grupo DMN.
O Sesc Pinheiros recebe ainda a cantora Evinha, radicada na França, acompanhada pelos irmãos Mário e Marizinha, integrantes do Trio Esperança.
Debates sobre história, religiosidade e território
As discussões propostas pelo festival abordam diferentes dimensões das experiências negras, do legado político africano às práticas religiosas e às memórias dos territórios urbanos.
No Sesc Belenzinho, o encontro Angola: 51 Anos de Independência – Para Quem? Por Quê? propõe uma reflexão sobre os sentidos da independência angolana. Participam João Jorge Santos, Rodrigues, Luandino Luís Alves Carvalho, Kabengele Munanga e Ngonguita Diogo, com mediação de Ermi Panzo.
No Sesc Pinheiros, a atividade Gira do Saber: Religiosidades Afro-Indígena-Brasileiras promove uma conversa sobre matrizes africanas e religiosidades brasileiras, com Babá Gill Ominirò, Gabriel Dacc, Lídia Maria de Lima e Luciana Bispo.
Já no Sesc Santana, Casa Verde Negra: Memórias, Referência e Território reúne Mestre João Candido e Tadeu Caçula para abordar personagens, referências culturais e territorialidades negras da região da Casa Verde, ressaltando a importância da memória local na construção da identidade coletiva.
Poesia, cinema e expressões da ancestralidade
A programação também ocupa espaços públicos e articula diferentes linguagens artísticas. Nas escadarias do Theatro Municipal de São Paulo, o sarau Vozes da Herança: Uma Aula-sarau Sobre Memória e Futuro Negro, com o Movimento Negro Unificado (MNU), apresenta uma linha do tempo que parte do início do século XX, percorre o presente e projeta possibilidades para o futuro negro.
Na Praça Ramos de Azevedo, em frente à futura unidade Sesc Galeria, será exibido o filme Besouro, que retrata a trajetória de Manoel Henrique Pereira, o Besouro Mangangá, capoeirista baiano da década de 1920 que enfrenta a opressão dos coronéis e assume a missão de proteger seu povo. A sessão será acompanhada de trilha sonora ao vivo da Batucada Tamarindo. Após a exibição, o diretor João Daniel Tikhomiroff e a atriz Jessica Barbosa participam de um bate-papo sobre o longa.
No Sesc Interlagos, dois projetos aproximam ritual, memória e convivência. O cortejo Moçambique Estrela Guia reúne cantos, tambores, dança e ancestralidade. Já Roolmance: Dois Sóis na Noite, com Sidney Santiago Kuanza, propõe uma experiência cênica em torno de uma cerimônia de casamento, abordando amor, compromisso e bem comum.
A poesia também ganha espaço no Sesc 24 de Maio, com Negra Palavra: Poesia do Samba, do grupo Complexo Negra Palavra. O espetáculo coloca as letras do samba no centro da cena, combinando palavra falada, corpos negros e percussão corporal.
No Sesc Pinheiros, a escritora e poeta Ryane Leão apresenta Ninguém Pode Parar uma Mulher Ventania, performance de poesia falada que atravessa temas como amor, resistência e força feminina, convidando o público a compartilhar experiências e reflexões.

Curso on-line aborda o pensamento filosófico africano
O festival amplia sua dimensão formativa com o lançamento do curso on-line Pensamento Africano – Uma Introdução ao Diálogo Filosófico, ministrado pela doutora em Filosofia Africana Katiúscia Ribeiro.
Com seis aulas, o curso explora fundamentos das filosofias africanas e suas relações com questões como ética, epistemologia, ancestralidade e construção do ser. A formação estará disponível a partir de 5 de novembro na plataforma de cursos livres do Sesc São Paulo, em sescsp.org.br/ead.
Livro discute o medo como instrumento de controle sobre as mulheres
No dia 11 de novembro, o Sesc Vila Mariana recebe o lançamento de A fábrica do medo feminino (Coleção Biblioteca Africana, Edições Sesc e Zahar, 2026), da autora sul-africana Pumla Dineo Gqola. O encontro conta com a participação da jornalista Bianca Santana.
Na obra, Gqola investiga como o medo é construído e utilizado como instrumento de subjugação e punição patriarcal. A autora relaciona situações aparentemente distintas — como restrições ao direito de dirigir, assédio nas ruas e comportamentos coercitivos de professores — a mecanismos sociais que limitam a autonomia feminina.
O livro amplia o debate sobre gênero, poder e desigualdade, incorporando à programação do festival uma reflexão sobre as formas de controle que atravessam a vida cotidiana.
Ao reunir música, artes cênicas, cinema, literatura, debates e formação, o Festival Sesc Culturas Negras destaca a diversidade das heranças africanas e afro-brasileiras e a atuação de pessoas e comunidades que mantêm esses conhecimentos em circulação. A proposta é reconhecer essas tradições não apenas como memória do passado, mas como parte ativa da produção cultural e das possibilidades de futuro.

PROGRAMAÇÃO
ABERTURA
SESC VILA MARIANA
Lavagem com Flores: um Ritual para Abrir Caminhos
VIVÊNCIA Ritual coletivo celebra a presença e a resistência das comunidades negras em São Paulo, reunindo flores, cantos, tambores e movimento. Com Ilê Obá Asè Ogodô.
Dia 5/11. Quinta, 18h30. Livre. Grátis.
Heranças que Tecem o Amanhã
BATE-PAPO Reflexão sobre heranças negras transmitidas entre gerações por meio da oralidade, espiritualidade, criação artística e vínculos comunitários. Com Cida Bento, Leda Maria Martins e Helena Theodoro. Mediação: Adriana Ferreira.
Dia 5/11. Quinta, 19h. Livre. Grátis.
Sandra Sá
Espetáculo abraça a diversidade musical, transitando por ritmos que vão desde a MPB, Soul e Samba até o Funk.
Dia 5/11. Quinta, 20h30. Livre. Grátis.
SESC EAD
Pensamento Africano – Uma Introdução ao Diálogo Filosófico
A filosofia africana é uma tradição de pensamento ancestral que atravessa séculos e se reinventa no presente. Neste curso introdutório, os alunos terão a oportunidade de conhecer os principais conceitos e escolas filosóficas africanas, compreendendo sua relevância histórica, social e política. Ao longo de seis aulas, a proposta é explorar as bases do filosofar africano, destacando sua conexão com temas como ética, epistemologia, ancestralidade e construção do ser.
Acesse em sesc.digital/ead, a partir de 5/11. Grátis.
SESC 24 DE MAIO
Velha Guarda Musical da Mangueira
SHOW Sambas de terreiro, partido-alto e sambas-enredo compõem a apresentação do grupo que, há 70 anos, preserva as tradições do samba carioca. Participação Paula Lima, Teresa Cristina e Velha Guarda do Vai-Vai.
De 6 a 8/11. Sexta e sábado, 20h. Domingo, 18h. Livre. Ingressos: R$50 (Inteira) R$25 (Meia) R$15 (Credencial Plena).
Relíquias do Samba: Ancestralidade, Movimento e Longevidade
VIVÊNCIA Aldione Senna compartilha dimensões culturais, corporais, ancestrais e afetivas do samba, abordando a preservação desse patrimônio por meio do corpo, da oralidade e da convivência comunitária.
Dias 11 e 13/11. Quarta e sexta, 10h. A partir de 60 anos. Grátis.
Negra Palavra: Poesia do Samba
ESPETÁCULO O espetáculo coloca a poesia do samba no centro da cena, com letras faladas, corpos negros e percussão corporal em uma experiência sensorial e afetiva. Com Complexo Negra Palavra.
De 12 a 15/11. Quinta a sábado, 20h. Domingo, 18h. Domingos e feriado, 18h. 12 anos. Ingressos: R$50 (Inteira) R$25 (Meia) R$15 (Credencial Plena).
SESC BELENZINHO
Naimaculada
SHOW Sexteto constrói um som plural nas influências, em uma identidade sonora própria.
Dia 7/11. Sábado, 20h30.12 anos. Ingressos: R$60 (Inteira) R$30 (Meia) R$18 (Credencial Plena).
Angola: 51 Anos de Independência – Para quem? Por quê?
RODA DE CONVERSA Debate aborda os sentidos da independência de Angola. Com João Jorge Santos Rodrigues, Luandino Luís Alves Carvalho, Kabengele Munanga e Ngonguita Diogo. Mediação: Ermi Panzo.
Dia 12/11. Quinta, 19h30. Todas as idades. GRÁTIS.
SESC CASA VERDE
Samba na Cidade: Memórias do Território
INTERVENÇÃO A partir das memórias e entrevistas com as velhas guardas do samba de São Paulo, são criadas imagens de territórios fundamentais da história do samba paulista, propondo uma releitura do território, das dinâmicas do corpo e homenageando a trajetória do samba em São Paulo. De Guilherme Bretas e Damany Santos.
De 8 a 15/11. Domingos, 17h. Livre. Grátis.
Baile da Chic Show
SHOW Espetáculo celebra a cultura Black Music, reunindo grandes clássicos do Soul, R&B, Funk, Samba Rock e da música brasileira que marcaram gerações. A apresentação valoriza a memória afetiva do público e a importância da cultura negra na formação da música popular contemporânea.
Dia 14/11. Sábado, 16h. Livre. Grátis.
GALERIA
(Futura unidade do Sesc/antigo prédio do Mappin no centro de São Paulo)
Vozes da Herança: Uma Aula-sarau Sobre Memória e Futuro Negro
SARAU Ação apresenta uma linha do tempo que parte do início do século XX, passa pelo presente e projeta possibilidades do futuro. Com MNU – Movimento Negro Unificado.
Dia 10/11. Terça, 19h. Local: Escadaria do Teatro Municipal. Livre. Grátis.
Cine-concerto: “Besouro”
EXIBIÇÃO + BATE-PAPO Exibição do filme acompanhada ao vivo pela banda Batucada Tamarindo, seguida de bate-papo com João Daniel Tikhomiroff e Jessica Barbosa. Dir.: João Daniel Tikhomiroff, Brasil, 2009, 95 min.
Dia 13/11. Sexta, 19h. Local: Praça Ramos de Azevedo. 14 anos. Grátis.
SESC INTERLAGOS
Moçambique Estrela Guia
CORTEJO Manifestação das Congadas mineiras reúne cantos, tambores, dança, memória, fé e ancestralidade. Com Moçambique Estrela Guia.
Dia 7/11. Sábado, 13h. Livre. Grátis.
Roolmance
INTERVENÇÃO Cerimônia de casamento instaurada convida o público a participar de uma experiência sobre amor, compromisso, restauração e bem comum. Com Sidney Santiago Kuanza.
Dia 7/11. Sábado, 14h. Livre. Grátis.
SESC ITAQUERA
O Grande Baile
SHOW Encontro celebra a história dos bailes black como espaços de encontro, identidade e afirmação da cultura negra em São Paulo. Com Seu Osvaldo, Grand Master Ney, DJ Vivian Marques e KL Jay. Mediação: Max (DMN).
Dia 15/11. Domingo, 14h30. Livre. Grátis.
SESC PINHEIROS
Minha Tese em Uma Hora: Um Outro Caminho para o Alabê
PALESTRA Vitor da Trindade apresenta sua pesquisa sobre musicalidades de matriz africana, culturas de terreiro e tradições afrodiaspóricas.
Dia 10/11. Terça, 19h30. Todas as idades. Grátis.
Ninguém Pode Parar uma Mulher Ventania
APRESENTAÇÃO Imersão na poesia falada como experiência de encontro e compartilhamento, atravessando temas como amor, resistência e força feminina. Com Ryane Leão.
Dias 6 e 7/11. Sexta e sábado, 20h30.12 anos. Ingressos: R$50 (Inteira) R$25 (Meia) R$15 (Credencial Plena).
Gira do Saber: Religiosidades Afro-indígena-brasileiras
BATE-PAPO Conversa sobre as contribuições das matrizes africanas para as religiosidades brasileiras e os caminhos de preservação dos saberes ancestrais. Com Babá Gill Ominirò, Gabriel Dacc, Lídia Maria de Lima e Luciana Bispo.
Dia 7/11. Sábado, 15h. Todas as idades. Grátis.
Gira do Saber: Griôs e Contadores de História
RODA DE CONVERSA Encontro aborda a tradição dos griôs como guardiões da memória, da história e dos saberes comunitários. Com Abdou MBay, Fatou Guewel, Fily Kanouté, Moustapha Diène e Namíbia Cruz.
Dia 14/11. Sábado, 15h. Todas as idades. Grátis.
Evinha
SHOW Cantora radicada na França apresenta espetáculo acompanhado dos irmãos Mário e Marizinha, do Trio Esperança.
Dia 14 e 15/11. Sábado, 20h. Domingo, 18h. 12 anos. Ingressos: R$70 (Inteira) R$35 (Meia) R$21 (Credencial Plena).
Samba Gigante para Gente Miúda
VIVÊNCIA Experimentação musical celebra o samba como linguagem de afeto, resistência e ancestralidade, com história narrada e roda de samba interativa.
Dia 15/11. Domingo, 16h. Livre. Grátis.
SESC SANTANA
Lavagem com Flores e Perfumes
CORTEJO Nega Duda conduz ação que une cantos, flores, águas e percussões em ritual inspirado nos saberes afro-brasileiros e no Samba de Roda do Recôncavo Baiano.
Dia 7/11. Sábado, 10h. Livre. Grátis.
Casa Verde Negra: Memórias, Referência e Território
BATE-PAPO Encontro reúne referências, personagens e histórias da cultura negra na formação social e cultural da região da Casa Verde. Com Mestre João Candido e Tadeu Caçula.
Dia 7/11. Sábado, 18h. Todas as idades. Grátis.
Raízes, Memórias e Outras Histórias
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS Narrativas inspiradas em tradições afro-brasileiras, saberes dos povos originários e causos do cotidiano, com música, movimento e cenografia imersiva. Com Cia. de Achadouros.
Dia 15/11. Domingo, 12h. Todas as idades. Grátis.
SESC VILA MARIANA
Bia Ferreira
SHOW A artista costura memórias, ancestralidade e resistência, transformando o palco em território de encontro, afeto e consciência.
Dia 6/11. Sexta, 20h.12 anos. Ingressos: R$60 (Inteira) R$30 (Meia) R$18 (Credencial Plena).
Lançamento do livro ‘A fábrica do medo feminino’
(Coleção Biblioteca Africana – Edições Sesc e Zahar, 2026)
BATE-PAPO A autora expõe as engrenagens da “fábrica do medo feminino” e mostra como diferentes formas de controle e violência contra as mulheres integram uma mesma lógica de subjugação patriarcal. Um relato contundente que contribui para a construção de estratégias feministas de enfrentamento à violência de gênero. Com a autora sul-africana Pumla Dineo Gqola e a jornalista Bianca Santana
Dia 11/11. Quarta, 19h. 12 anos. Grátis.
Programação completa em sescsp.org.br

