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Museu na Barra realiza terceira edição de evento dedicado aos povos originários

Com curadoria de educadores indígenas, programação gratuita para as famílias tem rituais, brincadeiras, dança, artesanato e feira gastronômica.

Exposição individual de Gustavo Caboco também é destaque.

O Museu do Pontal, na Barra da Tijuca, realiza nos dias 11 e 12 de abril a terceira edição do Festival das Culturas Indígenas. Com patrocínio da Shell Brasil, por meio da Lei Rouanet, o evento é uma grande celebração da força, dos saberes e das culturas dos povos originários. Inteiramente gratuita e voltada para as famílias, a programação conta com rituais, brincadeiras, apresentações musicais, conversas e feiras de artesanato e gastronomia.

A curadoria do festival é de Pacary Pataxó e Carmel Puri, educadores indígenas que vivem no Rio de Janeiro. Representantes dos povos Wauja, Guajajara, Xakriabá, Kaiapó, Kamayurá, Puri, Pataxó, Wapixana, Guarani Mbyá e Guarani Tenonderã estarão presentes para coordenar vivências e apresentar rituais, danças e músicas ancestrais.

Abrindo o evento no dia 11, a partir das 10h, crianças da Aldeia Mata Verde Bonita, em Maricá, convidam o público a experimentar brincadeiras tradicionais. Às 11h30, mulheres do povo Wauja, do Mato Grosso, coordenam uma oficina de panelas de barro e fala da importância da preservação dos rios. Às 12h30, elas apresentam a Festa das mulheres – Yamurikumã, ritual que celebra a força das mulheres do Alto Xingu. Às 15h30, Taware Kamayurá, pescador e artesão da aldeia Kamayurá, no Parque Indígena do Xingu, conta histórias e fala sobre rituais ancestrais como o Kuarup.

No dia 12, Bebês no Museu do Pontal (sessões às 10, 11h e 12h) recebe a contadora de histórias Mel Xakriabá, que leva para a roda de musicalização cantos e instrumentos da nação Xakriabá, um dos poucos grupos indígenas que habitam Minas Gerais. Às 10h30 Carmel Puri ensina a fazer petecas e, a partir das 15h, a artesã Ana Lucia Guajajara, nascida na Aldeia Morro Branco, no Maranhão, coordena uma oficina de colares de sementes em que explica os significados sagrados desses adornos. A programação ainda tem música com o Coral da Aldeia Mata Verde Bonita (dia 11, 16h30) e Coral Mbyá Guarani da Aldeia Sapukai (dia 12, 16h).

O Festival das Culturas Indígenas marca ainda a abertura de Roraimarte III, primeira individual de Gustavo Caboco (1989, Curitiba/Roraima, Brasil), do povo Wapixana, no Rio de Janeiro. A mostra apresenta pinturas e esculturas que falam sobre processos de deslocamentos de corpos indígenas e produção de memória a partir de uma inusitada conexão entre o Monte Roraima, local sagrado para povos amazônicos, e o planeta Marte. A abertura no dia 11, às 15h, terá uma conversa com o artista e os curadores da mostra Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque, também diretores do Museu do Pontal.

Nos dois dias de evento, a DJ Cris Panttoja apresenta o resultado de suas pesquisas sobre música brasileira, tocando sempre nos intervalos das atividades. O festival tem entrada gratuita e classificação livre. Para participar das atividades na sala multiuso é necessário retirar ingresso na recepção com 45 minutos de antecedência.

No mês em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, o Museu do Pontal realiza nos dias 13 e 14 de abril a segunda edição do festival que celebra a força, a sabedoria e a beleza dos povos originários. Com curadoria dos educadores Pacari Pataxó e Carmel Puri, o evento é um convite para crianças e adultos conhecerem e valorizarem as culturas indígenas que há séculos resistem em nosso País e tanto têm a nos ensinar sobre a relação com a natureza e o meio ambiente. 

PROGRAMAÇÃO

Sábado – 11 de abril 10h às 18h

DJ Cris Panttoja
De origem Sateré-Mawé, a DJ Cris Panttoja conecta pessoas através de músicas populares brasileiras. A artista se apresenta nos intervalos das atrações, transmitindo a riqueza cultural e a diversidade sonora do Brasil.

10h às 11h30 – Brincadeiras com a Aldeia Mata Verde Bonita (Maricá/RJ)
Na praça-jardim, crianças da aldeia guarani Mata Verde Bonita convidam o público a experimentar brincadeiras tradicionais, como a corrida de maracas.
11h30 às 12h30 – Oficina de panela de barro do povo Wauja
Oficina com técnicas de modelagem de panelas de barro do povo Wauja, do Mato Grosso, e conversa sobre a importância da preservação dos rios.
10h, 11h, 15h e 15h30 – Visita Musicada
Os arte-educadores do museu convidam os visitantes a uma viagem cultural, utilizando a música como elemento chave de condução do grupo pelas exposições.
11h30 às 12h30 – Baú de Brinquedos populares – Especial brincadeiras indígenas.
13h às 13h45 – Cinema e oficina de pião
Exibição de filmes da Ong Território do Brincar sobre brincadeiras indígenas e oficina de pião.
15h e 15h30 – Visita Musicada
15h às 18h – Pintura corporal: grafismo indígena com Pacary Pataxó
O curador do festival, Pacary Pataxó, realiza pintura corporal com grafismos indígenas utilizando tinta de jenipapo, uma expressão ancestral de identidade e espiritualidade de diversos povos nativos.
15h – Abertura da exposição Roraimarte III, de Gustavo Caboco. Conversa com o artista e os curadores Gustavo Caboco (1989, Curitiba/Roraima, Brasil), do povo Wapixana, apresenta pinturas e esculturas que falam sobre processos de deslocamentos de corpos indígenas e produção de memória a partir de uma inusitada conexão entre o Monte Roraima, local sagrado para povos amazônicos, e o planeta Marte. Bate-papo com o artista e os curadores, Lucas Vande Beuque e Angela Mascelani.
15h30 às 16h30 – Conversa com Taware Kamayurá : Origem da Lagoa Ypavu e outras histórias do povo Kamayurá.
Taware Kamayurá, pescador e artesão da aldeia Kamayurá, no Parque Indígena do Xingu, conta a história da lagoa sagrada Ypavu e fala sobre tradições ancestrais, como o Kuarup.
16h às 17h – Baú de Brinquedos populares – Especial brincadeiras indígenas.
16h30 às 17h30 – Coral da Aldeia Mata Verde Bonita (Maricá/RJ)
Apresentação de cânticos do povo Guarani com o Coral da Aldeia Mata Verde Bonita, de Maricá.
17h30 às 18h30 – Oficina de pintura em ecobag com grafismo indígena com Mãt Máre – Nesta oficina, o artista Mãt Máre ensina a personalizar ecobags com grafismos indígenas. Os participantes levam a peça para casa.

Domingo – 12 de abril

10h às 18h – DJ Cris Panttoja
De origem Sateré-Mawé, a DJ Cris Panttoja conecta pessoas através de músicas populares brasileiras. A artista se apresenta nos intervalos das atrações, transmitindo a riqueza cultural e a diversidade sonora do Brasil.
10h, 11h e 12h – Bebês no Museu do Pontal – Especial Sons Encantados
A roda de musicalização recebe a contadora de histórias Mel Xakriabá, que leva para a roda de musicalização cantos e instrumentos da nação Xakriabá, um dos poucos grupos indígenas que habitam Minas Gerais.
10h30 às 11h30 – Oficina de petecas em palha com Carmel Puri
A curadora do Festival das Culturas Indígenas, Carmel Puri, realiza uma oficina para confecção de petecas com palha de milho, por meio de dobraduras, amarrações e penas coloridas.
10h, 11h, 15h e 15h30 – Visita Musicada
11h30 às 12h30 – Baú de Brinquedos populares – Especial brincadeiras indígenas
15h às 16h – Oficina de colar de sementes com Ana Lúcia Guajajara
Conduzida por Ana Lúcia Guajajara, a oficina propõe a criação de colares utilizando sementes. A artesã compartilha os conhecimentos ancestrais e fortalecendo a cultura indígena.
15h às 18h – Pintura corporal: grafismo Indígena com Pacary Pataxó
O curador do Festival das Culturas Indígena, Pacary Pataxó, do povo Pataxó da Bahia, realiza pintura corporal com grafismo indígena utilizando tinta de jenipapo, uma expressão ancestral de identidade e espiritualidade de diversos povos originários.
16h às 17h – Coral Mbya Guarani da Aldeia Sapukai
Apresentação de cantos e danças tradicionais da cultura Guarani com o coral da Aldeia Sapukai.
16h às 17h – Baú de Brinquedos populares – Especial brincadeiras indígenas


No mês em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, o Museu do Pontal realiza nos dias 13 e 14 de abril a segunda edição do festival que celebra a força, a sabedoria e a beleza dos povos originários. Com curadoria dos educadores Pacari Pataxó e Carmel Puri, o evento é um convite para crianças e adultos conhecerem e valorizarem as culturas indígenas que há séculos resistem em nosso País e tanto têm a nos ensinar sobre a relação com a natureza e o meio ambiente. 

O festival também marca a abertura da exposição Carmézia Emiliano e a vida macuxi na floresta, individual da artista roraimense que retrata em sua obra costumes e saberes de seu povo. A mostra reúne 22 pinturas e tem curadoria dos diretores do museu, Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque. 

13 de abril
10h – Oficina educativa: Pintura corporal com Pacari Pataxó 
11h – Contação de Histórias Puri com Dauá Puri 
11h – Visita musicada
12h – Baú de brinquedos populares 
12h30 – Cinema de Fachada especial Festival das Culturas Indígenas
 15h – Oficina educativa: A importância das sementes na sustentabilidade urbana, na alimentação tradicional e na cura ancestral com Twry Pataxó 
15h – Visita musicada 
16h – Apresentação do Coral Guarani Tenonderã, de Bracuí/RJ 
17h – Conversa com Carmézia Emiliano

SOBRE OS CURADORES

CARMEL PURI – formada em pedagogia, arte educadora, pesquisadora de grafismos de outras etnias, agricultora urbana e coordenadora do coletivo feminino “Sementes da Terra” projeto que fomenta o plantio de nossas sementes fora dos territórios indígenas.

PACARY PATAXÓ – nascido na aldeia Mãe Barra Velha, sul da Bahia, veio para o Rio de Janeiro já adulto divulgar a cultura de seu povo. Palestrante, oficineiro, empreendedor, aplica principalmente nas escolas a lei 11.645/8. Através de seus cantos, dança, pintura corporal e contação de história, fortalece a necessidade de preservação da natureza, da cultura de seu povo e todos os povos originários.

Museu do Pontal

Avenida Celia Ribeiro da Silva Mendes, 3.300, Barra da Tijuca.
Aberto de quinta a domingo, das 10h às 18h (o acesso às exposições se encerra às
17h30). museudopontal.org.br/.

Como chegar

Vans gratuitas sairão da estação de metrô Jardim Oceânico (acesso A – Lagoa), com uma parada no New York City Center (ponto dos condomínios). Basta chegar a um desses locais e procurar pelo nosso orientador de público.

Saídas regulares das 10h às 17h no sábado e domingo. As vans estarão disponíveis para retorno até o final do evento. O estacionamento do museu estará fechado. Recomendamos utilizar o transporte oficial do festival.

Sobre o Museu do Pontal – Situado no Rio de Janeiro, o Museu do Pontal é considerado o maior e mais significativo museu de arte popular do país. Seu acervo – resultado de 45 anos de pesquisas e viagens por todo país do designer francês Jacques Van de Beuque – é composto por mais de 10 mil peças de 300 artistas, produzidas a partir do século XX.

Sobre a Shell – Há 112 anos no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.