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Conheça os espaços culturais dedicados à preservação dos saberes ancestrais

O Brasil possui diversas instituições e espaços culturais dedicados à preservação, valorização e difusão das artes, visões de mundo e conhecimentos ancestrais dos povos originários.

Pela dimensão e diversidade que se apresenta no Brasil até hoje – mesmo que muito tenha se perdido na linha do tempo – entendemos que ainda falta muito mais espaços e mecanismos dedicados a essa preservação e exposição sobre os povos originários do Brasil.

O Brasil abriga uma das maiores diversidades linguísticas indígenas do mundo. Segundo o Censo 2022 do IBGE, são 295 línguas indígenas faladas ou utilizadas no país, pertencentes a centenas de povos e grupos. O número, porém, não encerra o mapa linguístico indígena brasileiro: diferentes critérios de classificação e a existência de povos isolados fazem com que levantamentos especializados apresentem números distintos.

Atualmente, o número oficial mais recente é de 295 línguas indígenas faladas ou utilizadas no Brasil. O dado vem do Censo Demográfico 2022 do IBGE, divulgado em 2025.

Alguns dados importantes:

295 línguas indígenas foram identificadas pelo Censo 2022;
474.856 pessoas indígenas, com 2 anos ou mais, declararam falar ou utilizar uma língua indígena no domicílio;
248 línguas foram identificadas dentro de Terras Indígenas;
em 2010, o Censo havia registrado 274 línguas, portanto houve um aumento de 21 registros;
as línguas com maior número de falantes são Tikúna (51.978), Guarani Kaiowá (38.658), Guajajara (29.212) e Kaingang (27.482).

Mas há uma ressalva importante

295 não significa necessariamente que existam apenas 295 línguas indígenas no Brasil. O número do IBGE corresponde às línguas declaradas pelos próprios indígenas no Censo, segundo os critérios utilizados pela pesquisa. Estudos linguísticos podem chegar a números diferentes porque há situações em que duas variedades podem ser consideradas línguas diferentes por seus povos, mas uma mesma língua pelos linguistas, ou vice-versa. Há também línguas de povos isolados que não foram necessariamente captadas

A seguir as principais instituições que cuidam do patrimônio indígena brasileiro. Salientando que diversos povos tem em seus ambientes e ações diversas iniciativas no sentido da preservação e documentação em andamento.

Principais Museus e Centros Culturais

MAI SP
MAI SP

Museu das Culturas Indígenas
O espaço é um marco institucional por ser gerido com protagonismo indígena em seu conselho curador, promovendo o conceito de “museu vivo”.
As exposições abordam a luta por direitos, cosmologias, territorialidade e expressões da arte contemporânea originária, contando com mestres de saberes e artistas de diversas etnias na mediação.

https://museudasculturasindigenas.org.br/
R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca, São Paulo – SP, 05002-062

Museu Nacional dos Povos Indígenas
Museu Nacional dos Povos Indígenas

Museu Nacional dos Povos Indígenas
Vínculo oficial com a FUNAI, guarda uma das coleções etnográficas e audiovisuais mais importantes do país sobre os povos originários.
Seu acervo conta com dezenas de milhares de objetos rituais, Plumária, cerâmicas, instrumentos musicais e gravações documentais coletadas desde meados do século XX.

https://www.gov.br/museudoindio/pt-br/
Rua das Palmeiras, 55 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ, 22270-070

Memorial dos Povos Indígenas
Memorial dos Povos Indígenas

Memorial dos Povos Indígenas
Projetado por Oscar Niemeyer em formato circular inspirado em uma aldeia Yanomami, é um ponto de convergência para mostras e vivências culturais.
Abriga acervos representativos de diversas etnias brasileiras, com destaque para a arte plumária, cestaria e bancos entalhados em madeira.

https://www.cultura.df.gov.br/memorial-dos-povos-indigenas/
Zona Cívico-Administrativa (Em frente ao Memorial JK) – Plano Piloto, Brasília – DF, 70070-300

Museu Paraense Emílio Goeldi - Wikipedia
Museu Paraense Emílio Goeldi – Wikipedia

Parque Zoobotânico Museu Paraense Emílio Goeldi
É uma das mais antigas e respeitadas instituições de pesquisa científica e etnográfica da Amazônia.
Possui uma vasta coleção arqueológica e etnográfica sobre as populações amazônicas, incluindo a famosa cerâmica marajoara e tapajônica.

https://www.gov.br/museugoeldi/pt-br
Av. Gov. Magalhães Barata, 376 – São Braz, Belém – PA, 66040-170

foto Ader Gotardo - divulgação
Museu de Arqueologia e Etnologia – foto Ader Gotardo – divulgação

Museu de Arqueologia e Etnologia
Reúne acervos arqueológicos e etnográficos de povos indígenas das terras baixas da América do Sul.
Oferece exposições acadêmicas e educativas que analisam desde o povoamento pré-cabralino até a continuidade cultural e linguística das populações contemporâneas.

https://mae.usp.br/
Av. Prof. Almeida Prado, 1466 – Cidade Universitária (Butantã), São Paulo – SP, 05508-070

Projetos e Mostras de Arte Contemporânea Indígena

Coleção BEĨ - bancos Indígenas - reprodução
Coleção BEĨ – bancos Indígenas – reprodução

Coleção BEĨ e Mostras de Bancos Indígenas: Circula por diversas capitais apresentando bancos esculpidos em madeira por artistas de mais de 30 etnias (como Mehinaku, Tukano e Kaxinawá), integrando utilidade, estética e zoomorfismo ritual.

https://www.colecaobei.com.br

"Eu Chorei Rios: Arte dos Povos Originários da América" | FGV Arte - divulgação
“Eu Chorei Rios: Arte dos Povos Originários da América” | FGV Arte – divulgação

Exposições em Ação Coletiva (FGV Arte, Pinacoteca e MAM): Espaços de arte contemporânea no Brasil têm dedicado continuamente salas e curadorias exclusivas assinadas por pensadores indígenas (como Glicéria Tupinambá e Daiara Tukano), colocando em pauta temas como a retomada territorial e o conceito de cosmopolítica.

https://arte.fgv.br/agenda/exposicoes
Praia de Botafogo, 190 – Botafogo – RJ – CEP 22250-900