28ª Bienal do Livro de São Paulo em números revela o sucesso da edição
Edição realizada no Distrito Anhembi reuniu 269 expositores, 800 autores e 3,65 milhões de livros ofertados; faturamento médio dos expositores cresceu 57% em relação a 2024.
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo encerrou dia 13/09 sua edição de 2026 com 760 mil visitantes ao longo de dez dias no Distrito Anhembi. O público supera os 722 mil registrados em 2024 e acompanha uma edição marcada pela ampliação da área do evento, pela presença de autores brasileiros e estrangeiros e pelo crescimento das vendas de livros.
Realizada entre 4 e 13 de setembro, a Bienal ocupou 87 mil m², 28% a mais do que na edição anterior, com 75 mil m² de área expositiva e 269 expositores. Mais da metade dos visitantes teve acesso gratuito ao evento. A programação reuniu cerca de 800 autores, dos quais 91% brasileiros, e colocou à disposição do público 3,65 milhões de livros.
A movimentação também se refletiu nos resultados comerciais. Segundo pesquisa realizada com os expositores, a média diária de faturamento cresceu 57% em relação a 2024, indicando o peso da Bienal para editoras, livrarias e demais segmentos ligados à cadeia do livro.
Para a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sevani Matos, os números mostram a dimensão alcançada pelo evento e a procura do público pelos livros. “Esta edição histórica mostra a força da Bienal como um grande encontro cultural e também como um importante motor para toda a cadeia do livro”, afirma.
Leitura, acesso e diversidade
Entre as mudanças desta edição esteve a ampliação da programação voltada ao público adulto, incluindo uma faixa noturna exclusiva. A iniciativa de cashback também foi ampliada.
A Bienal destinou ainda R$ 20 milhões em vales-livro, beneficiando mais de 52 mil estudantes. A iniciativa alcançou também mais de 154 mil servidores da rede municipal e mais de 2 mil servidores e colaboradores da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Em cinco dias, os ingressos chegaram a ficar esgotados.
A presença internacional teve como destaque a Espanha, Convidada de Honra desta edição. O país apresentou o projeto “Confluências”, em um estande de 500 m², com 50 autores e programação dedicada à produção literária espanhola, sob curadoria da escritora Marta Sanz. A participação reuniu escritores, editores e profissionais dos dois países e ampliou o intercâmbio editorial entre Brasil e Espanha.
A estrutura do evento também incorporou medidas relacionadas à sustentabilidade e à acessibilidade. A organização informa que os resíduos foram destinados adequadamente, houve utilização de energia de fontes renováveis e maior emprego de materiais recicláveis na montagem. Um serviço gratuito de transporte entre o metrô e o Distrito Anhembi facilitou o acesso ao local e estimulou o uso do transporte coletivo.
A infraestrutura contou ainda com adaptações para pessoas com mobilidade reduzida e iniciativas destinadas a ampliar a participação de diferentes públicos nos espaços e atividades da Bienal.
Editoras registram crescimento nas vendas
Os resultados divulgados por editoras e livrarias participantes acompanham o aumento geral de faturamento registrado pela organização.
A Rocco informou crescimento de 121% no faturamento em relação à Bienal de São Paulo anterior e de 37% em comparação com sua participação na última edição do evento no Rio de Janeiro.
Sextante e Arqueiro registraram crescimento de 82% em relação à edição paulistana de 2024. Segundo o sócio-diretor Marcos da Veiga Pereira, o resultado esteve relacionado à presença dos leitores no estande e à procura pelos autores.
A Intrínseca teve aumento de 85% no faturamento em comparação com 2024. Entre os títulos de destaque esteve A Guerra da Papoula, da escritora sino-americana R. F. Kuang, indicando também a presença da literatura de fantasia entre os livros procurados pelo público.
A Livraria Loyola informou ter vendido mais de 60 mil exemplares durante os dez dias de evento, com procura por diferentes áreas, entre elas ficção, literatura juvenil e para jovens adultos, educação, pedagogia, filosofia, religião, literatura infantil e mangás.
Na Editora Mostarda, as vendas cresceram 50%. Entre os títulos que se destacaram estiveram Meu Pé de África, de Marcos Cajé; A Menina e a Toga, de Flávia Martins de Carvalho e Micaela Prado; e O Livro da Democracia, de Cármen Lúcia, Mariana Oliveira e Sabichinho.
A VR Editora registrou crescimento de 32% nas vendas em relação à edição anterior, enquanto a Companhia das Letras informou aumento de 67% no faturamento e de 55% no número de exemplares vendidos.

A Bienal em números
- 760 mil visitantes
- 87 mil m² de área total
- 75 mil m² de área expositiva
- 269 expositores
- 800 autores, sendo 91% brasileiros
- 3,65 milhões de livros ofertados
- 57% de crescimento na média de faturamento dos expositores em relação a 2024
- R$ 20 milhões em vales-livro
- Mais de 52 mil estudantes beneficiados
- Mais de 154 mil servidores da rede municipal beneficiados
- Mais de 2 mil servidores e colaboradores da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo
- 5 dias com ingressos esgotados
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo é apresentada pelo Itaú Unibanco, tem o Skeelo como patrocinador master e conta com patrocínios de Chambril, Chamex, Claro, Mercado Livre e Pólen, produto da Suzano. O evento tem ainda oferecimento da Prefeitura de São Paulo e apoio de BIC, Colgate, Faber-Castell, Sura e TecHub.

